Costa diz que críticas de partidos sobre Galp se devem à proximidade das eleições

Secretário-geral do PS reiterou críticas à empresa que, diz, "não tem cumprido nem tem feito o esforço que devia fazer para acompanhar este processo de transição".

António Costa considerou esta terça-feira que as críticas que os partidos lhe têm feito sobre a Galp existem porque se está "a poucos dias das eleições" e reiterou que a empresa mostrou "total desprezo" pela proteção social em Matosinhos.

Falando com os jornalistas à margem de uma ação de campanha em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, o secretário-geral do PS reagiu às críticas dos restantes partidos - que o acusaram de "cinismo" e de "carpir mágoas" - depois de, no domingo, ter prometido uma "lição exemplar" à Galp devido à forma como encerrou a refinaria de Matosinhos.

"Essas palavras só existem porque estamos a poucos dias das eleições, porque as pessoas sabem bem qual é o esforço e qual tem sido a definição do que temos feito", salientou.

Referindo que Portugal é "felizmente dos países que tem feito um esforço maior para assegurar a sua neutralidade carbónica", António Costa frisou que essa transição tem de ser feita "de forma a segurar as pessoas".

"Isso significa que temos de investir na formação profissional, para as pessoas poderem ter outras oportunidades de trabalho, investir na criação de emprego e, sobretudo ter uma noção clara do que é que se vai fazer a seguir," salientou.

Segundo o secretário-geral do PS, é "tudo isso que tem falhado" no caso da Galp.

"É público e notório: toda a gente sabe que a Galp não tem cumprido nem tem feito o esforço que devia fazer para acompanhar este processo de transição. Aí está a falha", referiu.

No domingo, num comício em Matosinhos, Costa considerou que "era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade" como a Galp demonstrou no encerramento da refinaria de Matosinhos, prometendo uma "lição exemplar" à empresa.

A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em 30 de abril, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.

A petrolífera justificou a "decisão complexa" de encerramento da refinaria com base numa avaliação do contexto europeu e mundial da refinação, bem como nos desafios de sustentabilidade, a que se juntaram as características das instalações.

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