Costa e a propaganda com PRR: "Não vale a pena ameaçarem com a CNE"

António Costa lembra que a Madeira vai receber 697 milhões de euros, mas pede para que não escondam a verdade: o PRR foi negociado pelo Governo do PS.

António Costa diz que não vale a pena os partidos fazerem queixas à Comissão Nacional de Eleições (CNE) pelo PS fazer campanha com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O secretário-geral do PS lembra que os Governos têm autonomia para distribuir as verbas do PRR, seja no continente ou nas ilhas.

Na Madeira, numa ação de campanha para a autarquia do Funchal, António Costa lembrou que as verbas da bazuca já estão atribuídas: no continente foi o Governo da República que ficou responsável pelo plano, mas as regiões autónomas são os Governos regionais.

"Tal como na República, foi o Governo central que negociou a aplicação verbas do PRR, e nas ilhas são os Governos regionais que decidirão como aplicar as verbas", disse.

Costa avisa que "não vale a pena ameaçarem-no com a CNE". "Não tenciono fazer a propaganda do Governo regional, dizendo onde decidiram investir, bem ou mal é lá com eles", atirou.

António Costa lembra que a Madeira vai receber 697 milhões de euros, mas pede para que não escondam a verdade: o PRR foi negociado pelo Governo do PS.

"Não queiram esconder a verdade, os 697 milhões de euros são atribuídos à Madeira porque o Governo assim o negociou e assim o decidiu. É direito da Madeira ter estas verbas para puxar o seu desenvolvimento", explicou.

O primeiro-ministro criticou ainda o Governo de Miguel Albuquerque, que "pela frente é só sorrisos, abraços e palmadinhas nas costas, mas por trás lá vem a facada".

António Costa admite ainda que "não recebemos tudo o que gostávamos que a União Europeia nos pudesse disponibilizar, mas o Governo aprendeu a "negociar e ultrapassar barreiras", como no caso dos Açores.

"Já tivemos uma reunião com o Governo dos Açores, que é também do PSD, e estamos a trabalhar em conjunto para resolver os problemas. Os problemas dos Açores, são problemas de Portugal", disse, numa crítica a Miguel Albuquerque.

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