Costa e a revogação do aborto nos EUA: "Impossível não ficar dececionado"

O primeiro-ministro lembra que "são os direitos das mulheres que estão em causa" e defende que "não se podem criminalizar questões da consciência política, religiosa e ética".

A reação de António Costa chegou em português e em inglês, no Twitter, com o primeiro-ministro a considerar "uma deceção" a revogação do aborto nos EUA. Costa sublinha que em causa estão "os direitos das mulheres que todos os Estados devem respeitar".

"Impossível não ficar dececionado com a decisão do Supremo Tribunal dos EUA que abre caminho à ilegalização do aborto. Sempre defendi que não se podem criminalizar questões da consciência política, religiosa e ética", lê-se no tweet do primeiro-ministro.

E acrescenta: "São direitos das mulheres, que todos os Estados devem respeitar".

Esta sexta-feira, nos EUA, o Supremo Tribunal revogou a decisão que vigorava desde 1973, cabendo agora a cada um dos estados decidir se mantém ou proíbe o direito ao aborto.

Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre o tema, escusou-se a "qualificar" a decisão do Supremo Tribunal, dizendo que existiu uma posição "mais doutrinária", e alertando para o futuro.

"Não queria estar a qualificar uma decisão de órgão de soberania de outro Estado, mas diria que é interessante, se quisermos pensar no futuro e noutras opções que venham a ser colocadas ao Supremo, é bom não nos admirarmos se no futuro vier a tomar posições que venham na linha desta, noutros domínios", acrescentou.

Nas redes sociais, também o ministro dos Negócios Estrangeiros já reagiu, depois do primeiro-ministro, falando "num passo atrás para a civilização, com repercussões em todo o mundo".

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