Costa e o reforço da NATO a leste: não pode "descurar a proteção do espaço transatlântico"

Perante a "angústia" de reforçar a NATO a leste, Costa pede que não se descure o espaço transatlântico.

António Costa assume que é necessário reforçar as defesas da aliança atlântica, numa altura em que a Finlândia e a Suécia querem aderir à NATO, mas sem "descurar o espaço transatlântico". Numa cerimónia para a inauguração do cabo de fibra ótica que vai ligar Sesimbra à África do Sul, o primeiro-ministro não esqueceu a guerra na Ucrânia.

O cabo equiano só chega a Portugal nos próximos dias, mas o primeiro-ministro aproveitou a presença da embaixadora dos Estados Unidos, Rendi Levine, na cerimónia em Sesimbra, para apelar ao "reforço da conectividade atlântica".

"Estes cabos, sejam os que ligam o continente europeu ao americano ou ao africano, sublinham bem um dos vetores de segurança fundamental para o mundo ocidental, para as democracias liberais e para a aliança atlântica: reforçar a segurança da conectividade atlântica", atira.

António Costa assume mesmo que é preciso reforçar "as defesas da aliança atlântica na fronteira a leste", mas "sem descurar o espaço transatlântico da grande unidade", numa altura em que "todos olhamos com angústia e preocupação" para a guerra.

E, para as pontes no atlântico, são fundamentais os cabos de fibra ótica, que vão ligar Portugal a todo o mundo, e que, de acordo com António Costa, são as pontes do século XXI. O cabo equiano tem uma extensão de 15 mil quilómetro e vai ligar Portugal à África do Sul.

"Nós não gostamos de mundos com muros e fechados. Gostamos de mundos abertos, onde se constroem pontes e não onde se constroem muros. E os cabos são as pontes de hoje em dia", refere.

O primeiro-ministro sublinha ainda que Portugal pode ser a porta de entrada de dados na Europa, já que "não somos um país periférico, mas sim no centro do mundo": "Esta revolução industrial é a primeira em que Portugal não parte em desvantagem".

O ministro da Habitação e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que também esteve na cerimónia, destacou que "esta é uma grande oportunidade para a digitalização", com um país "que é central no Atlântico.

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