Costa governa num "cenário com que não sonhou" e alerta que partidos "não são eternos"

O primeiro-ministro garante que, apesar das diversidades, as promessas eleitorais são para cumprir.

Na festa de aniversário dos 49 anos do PS, António Costa destacou o crescimento do país, "sempre que os socialistas estão no Governo", desmontando o que diz ser uma das mentiras da direita. Perante centenas de militantes, na Gare Marítima de Alcântara, o primeiro-ministro lembrou que os partidos não são eternos, e é preciso dar respostas à população, mesmo nos momentos mais difíceis.

Depois de uma pandemia e com uma guerra às portas da Europa, mesmo com uma maioria absoluta no Parlamento, António Costa admite que "este não é o cenário com que sonharam", mas "quem governa, deseja em função da realidade que tem pela frente".

O PS vai, por isso, "assumir o mandato" que os portugueses lhe deram a 30 de janeiro, com uma maioria parlamentar, e com objetivos eleitorais que são para cumprir.

"Não esperem que não vamos cumprir os compromissos que assumimos com os portugueses. Se calhar não cumprimos este mês e terá de ser no próximo, mas vamos cumprir. Palavra dada é palavra honrada", atirou.

Com críticas à direita, que "tem aquele discurso que repete para acreditar numa mentira", dizendo que "com o PS o país não cresce", António Costa apontou à nova frustração da direita: o Orçamento do Estado.

"Dizem que levamos o mesmo Orçamento, apesar de as circunstâncias terem mudado. Sim, temos à mesma o IRS jovem para que os jovens possam viver e constituir família em Portugal", disse.

O primeiro-ministro acrescentou, igualmente, que as pensões também vão aumentar, assim como as creches gratuitas a começar no primeiro ano de escolaridade, já em setembro.

Costa sublinhou ainda que os partidos têm que "acompanhar a evolução da sociedade", já que "não são eternos" e "não faltam partidos irmãos do PS que o provam".

Nesta altura, "o PS tem razões para sorrir", com uma maioria absoluta que "é também uma grande responsabilidade, e põe à prova, todos os dias, o PS e o Governo".

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