Costa lembra Castro Caldas "sempre dedicado e empenhado politicamente"

O primeiro-ministro lamenta a morte de um "homem muito generoso" e Ferro Rodrigues, destaca o "enorme intelecto, vasta cultura e afabilidade do trato" do antigo ministro da Defesa e ex-deputado Júlio Castro Caldas.

O secretário-geral do PS destacou Júlio Castro Caldas, antigo ministro da Defesa que morreu este sábado, como um "homem muito generoso" e "sempre dedicado e empenhado politicamente", notando que "deixa uma enorme saudade".

"Foi um grande profissional, um homem muito generoso, sempre dedicado e empenhado politicamente", nomeadamente enquanto ministro da Defesa do Governo de António Guterres", afirmou António Costa no Porto, em declarações aos jornalistas à entrada da reunião da Comissão Nacional socialista.

O líder socialista referiu ainda que Castro Caldas foi seu "patrono" na advocacia. "Era uma pessoa por quem eu tinha grande admiração", observou o também primeiro-ministro.

O presidente da Assembleia da República também apresentou condolências. "É com enorme consternação que tomo conhecimento do falecimento, aos 76 anos, de Júlio Castro Caldas, antigo ministro da Defesa do XIV Governo Constitucional, liderado por António Guterres, e deputado, entre 1979 e 1983, eleito pelo PSD no círculo eleitoral de Viana do Castelo", pode ler-se numa mensagem de pesar de Ferro Rodrigues, enviada à agência Lusa.

Do convívio ao longo dos anos, quer como colega de Governo, quer como deputado, o presidente da Assembleia da República destaca o "enorme intelecto e vasta cultura, mas também a afabilidade do trato" de Castro Caldas.

"Em meu nome e em nome da Assembleia da República, endereço à sua família e amigos as mais sentidas condolências", afirma.

O antigo ministro da Defesa Júlio de Lemos Pereira Castro Caldas morreu esta manhã, aos 76 anos, disse à Lusa fonte da Ordem dos Advogados.

Castro Caldas foi ministro da Defesa no segundo Governo de António Guterres entre 1999 e 2001 e bastonário da Ordem dos Advogados portugueses em dois mandatos, de 1993 a 1999.

Antes de ser ministro, Júlio Castro Caldas já tinha sido deputado no parlamento entre 1980 e 1983, após ter sido eleito pelo PSD no círculo eleitoral de Viana do Castelo. O antigo governante foi um dos sócios fundadores da CLA - Advogados e ainda, no âmbito da advocacia, presidente da Federation dês Barreaux d'Europe (1997-1999), vogal-tesoureiro do Conselho Geral da Ordem dos Advogados (1983/1985) e vogal do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados (1977/1980).

Entre novembro de 2001 e 2012, Castro Caldas desempenhou funções como vogal do Conselho Superior do Ministério Público. O ex-ministro da Defesa, que se licenciou em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, fundou também a associação SEDES e a Sociedade Portuguesa de Arbitragem.

Paralelamente, foi membro da Associação portuguesa de Recursos Hídricos e membro da AIDA Portugal -- Secção Portuguesa da Associação Internacional do Direito dos Seguros.

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