Costa não comenta críticas sobre a Galp e remete futuro de Rio para o PSD

No discurso na Amadora, perante os candidatos do PS a todos os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, Costa assumiu "combater o vírus do populismo".

António Costa recusou comentar as palavras dos trabalhadores da Galp, que acusam o primeiro-ministro de dar uma "resposta tardia" e um "triste espetáculo" sobre o encerramento da refinaria de Matosinhos. À margem de uma ação de campanha na Amadora, o secretário-geral do PS disse apenas que a vida interna dos partidos não conta para a campanha.

O dia era para a apresentação do compromisso eleitoral dos candidatos PS da Área Metropolitana de Lisboa em matéria de habitação, mas o tema do momento era outro: futuro de Rui Rio no PSD, e críticas ao encerramento da refinaria de Matosinhos.

O primeiro-ministro deixou duras críticas à Galp pelo despedimento coletivo na refinaria de Matosinhos, falando "em asneiras, insensibilidade e irresponsabilidade" e prometendo uma lição exemplar à empresa.

Questionado sobre a resposta dos trabalhadores da Galp, que em declarações à TSF "lamentam a posição tardia do primeiro-ministro", António Costa não expressou qualquer palavra.

Já quanto a Rui Rio, que assumiu não se recandidatar à liderança do PSD caso o resultado seja "poucoquinho melhor" do que há quatro anos, o líder socialista entende que "é lá com ele".

"A campanha é sobre os problemas de Portugal e o que é importante resolver. Aqui está um bom exemplo, como o caso da habitação, em que os candidatos do PS assumem um compromisso comum na habitação. As questões partidárias é com eles", atirou.

No discurso na Amadora, perante os candidatos do PS a todos os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, sem nunca referir o nome da candidata do PSD ao concelho, Susana Garcia, lá deixou uma indireta.

"A falta de coesão social e territorial é a oportunidade por onde se infiltra o vírus do populismo, e temos que sarar esta ferida se queremos dar um combate pelo positiva e estrutural ao vírus do populismo", disse.

Costa garante combater o "vírus" com habitação para todos, em condições dignas e com rendas acessíveis. E, claro, com a ajuda do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"No PRR conseguimos negociar a introdução de uma verba de 2700 milhões de euros para financiar a nova geração de políticas de habitação", explicou.

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