Costa "no posto de comando": "Não conseguimos sarar todas as feridas"

Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro invoca "anos intensos" no leme do Governo. António Costa sublinha crescimento do emprego e da economia, mas avisa: o país não pode "perder o foco no esforço nacional de recuperação".

António Costa assume-se "contido" em tempo de pré-campanha eleitoral e se, no ano passado, admitia que o Governo não tinha feito tudo bem porque "só não erra quem não faz", agora, num balanço de 2021, reconhece que houve atrasos e permanecem feridas por sarar, apesar do esforço feito.

"As escolas, as entidades do setor social e solidário, as autarquias locais, o Estado e a União Europeia fizeram o possível, e até o que tantas vezes parecia impossível, para acorrer a todos nas diversas vicissitudes que enfrentaram. Seguramente não conseguimos chegar sempre a tempo, nem sarámos ainda todas as feridas", admite Costa.

O primeiro-ministro invoca, no entanto, a recuperação "plena" do emprego, o crescimento "robusto" da economia e a vivência "tão intensa destes dois anos no posto de comando", para avisar que o país não pode "perder o foco no esforço nacional de recuperação".

A cerca de um mês das eleições antecipadas de 30 de janeiro, a mensagem natalícia de António Costa tem cerca de metade (pouco mais do que cinco minutos) dos quase nove do ano passado. O cenário é o mesmo: a residência oficial de São Bento, entre uma árvore de Natal, desta vez, decorada em tons de prata e ouro, e o verde do azevinho e das bagas vermelhas, em cima da lareira.

"Teria muito mais a dizer-vos, mas neste período pré-eleitoral, o primeiro-ministro tem o especial dever de ser contido, por isso concentro-me naquilo que mais nos preocupa e que mais nos une : o combate à pandemia", justifica o chefe do Governo.

Com um sublinhado para a "notável operação de vacinação" e para a "confiança nos Serviço Nacional de Saúde, repete-se o agradecimento do primeiro-ministro ao esforço "inexcedível" dos profissionais de saúde e, em especial, dos enfermeiros.

António Costa avisa, no entanto, que "a guerra não acabou": é preciso acelerar a vacinação, a nível global e dentro do país.

Desta vez desconfinado, o primeiro-ministro apela a festas com todas as cautelas, lembrando que, no ano passado, ele próprio passou a noite de Natal "em solidão" por estar em isolamento profilático, mas vinca que "verdadeiramente difícil é a dor de quem sofre a perda de um ente querido, ou as provações de quem está doente, tantas vezes carecendo de internamento hospitalar."

Na mensagem de Natal, Costa agradece o "extraordinário civismo dos portugueses" pela adesão ao processo de vacinação e a adoção de medidas sanitárias e termina com votos de festas felizes para a comunidade portuguesa no estrangeiro e para quem trabalha de forma contínua, nas áreas da saúde, lares, transportes e forças de segurança.

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