Costa quer legislatura de "grande execução" na habitação para arrendamento acessível

Fernando Medina, Pedro Nuno Santos e Ana Catarina Mendes visitaram prédios da Segurança Social com António Costa.

O secretário-geral do PS afirmou que a próxima legislatura será marcada por uma "grande execução" de projetos de habitação para arrendamento acessível, frisando que estão já definidos os instrumentos legais e financeiros para essa política.

António Costa falava aos jornalistas no final de uma ação de pré-campanha do PS, na Avenida da República, em Lisboa, durante a qual visitou um dos 11 prédios da Segurança Social que serão em breve destinados pela Câmara Municipal desta cidade para arrendamento "a preços acessíveis".

Nesta ação, compareceram dirigentes socialistas como o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e a secretária-geral adjunta dos socialistas, Ana Catarina Mendes.

Logo no início da visita, Fernando Medina referiu que as obras naquele prédio da Avenida da República, junto a Entrecampos, estão estimadas em 2,2 milhões de euros e terminam em agosto do próximo ano.

O concurso para a atribuição dos diversos apartamentos, também segundo o autarca de Lisboa, começa no primeiro trimestre de 2020 e as rendas terão um intervalo de preço entre os 150 e os 600 euros.

"A taxa de esforço máxima será de 30% em função do rendimento líquido de cada agregado familiar", completou o presidente da Câmara de Lisboa.

"Esta foi uma legislatura muito importante para relançar as políticas públicas na área da habitação - políticas que, durante mais de duas décadas, tinham desaparecido", declarou o líder socialista, tendo perto de si a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho.

Após referências à aprovação pela Assembleia da República de uma nova Lei de Bases da Habitação e à criação de instrumentos que visam apoiar famílias não só carenciadas (cerca de 26 mil na estimativa apresentada pelo primeiro-ministro), como também as de classes médias e as novas gerações, o secretário-geral do PS salientou que o programa de arrendamento acessível "visa mudar o paradigma" no setor "e tem várias formas de concretização: Parcerias com os municípios, promoção através do Estado e outras de promoção com os privados com benefícios fiscais".

"No final da legislatura, passou a haver uma estratégia, um quadro legislativo e temos já contratualizado com os municípios estratégias de habitação. Na próxima legislatura, é importante dar continuidade ao trabalho já realizado. Temos instrumentos legais, instrumentos financeiros, temos o planeamento feito pelas autarquias e agora vai ser uma legislatura de grande execução, respondendo a um dos maiores problemas que as classes médias e os jovens sentem, que é o acesso a habitação acessível", declarou o líder socialista.

De acordo com António Costa, nestas políticas de arrendamento acessível, "o objetivo é que a taxa de esforço das famílias não exceda um terço do seu arredamento acessível".

"Este programa começou há pouco tempo, a plataforma está aberta, há mais de uma centena de fogos privados que aderiram e depois há centenas (para não dizer milhares) que estão em desenvolvimento através de operações com os municípios, ou através do Estado", acrescentou.

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