Costa Silva "sonhador e lutador" admite "cobrança extraordinária" aos lucros excessivos pela guerra

Ministro da Economia e do Mar sublinhou que Portugal "permite sonhar e é um país de lutadores" que ultrapassa as diversidades.

O ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, garantiu na apresentação do programa do Governo que o Executivo "vai falar com as empresas" para responder à escalada dos preços da energia, antevendo uma cobrança extraordinária aos lucros excessivos provocados pela guerra.

O ministro lembrou ainda, esta sexta-feira, na Assembleia da República, que a economia "tem as pessoas e um mercado que funciona", da qual não se pode dissociar. Na resposta ao PSD, o governante diz que Portugal "permite sonhar e é um país de lutadores" que ultrapassa as diversidades.

"Tornar possível o impossível. A realidade do país é que tem em Sines investimento de dez mil milhões de euros", atira. Costa Silva sublinha que "o país está a mudar", e a função dos governantes "não é puxar o país para baixo, mas para cima".

Numa resposta aos deputados, o ministro pede, ainda, que "deixem de pensar no que o país tem de pior e pensem no que tem de melhor".

Quanto aos jovens, acrescenta que "é preciso dar-lhes um caminho" para que façam carreira no país. "Vamos dar-lhes um caminho para o futuro", atirou.

O governante acrescentou que o país tem de produzir internamente os produtos, para consumo pessoal e a pensar na exportação, mas admitiu que, na opinião dele, "o que tem faltado é aliar todas as alavancas".

António Costa Silva garantiu ainda que o Governo "vai ter um programa de apoio ao turismo" já que é um dos "grandes setores" da nossa atividade. "Queremos reinventar o setor do turismo, para cobrir todo o território nacional. É um setor que tem de ser aproveitado", disse.

Depois de uma acusação do PSD, Costa Silva afirma que "é refém apenas dele próprio" e lembra que pertence a um "governo task-force e coeso" em que a resolução de problemas "é o que move" todos os governantes.

Sobre a redução do ISP, criticada pelo PAN, o ministro garante que sem a redução, "há inúmeros setores que vão colapsar" apesar de a proposta não ser amiga do ambiente. Ainda assim, Costa Silva afirma que as energias renováveis "vão fazer caminho para o futuro".

O ministro acrescentou que "é preciso proteger todos os ecossistemas marinhos, porque só podemos ter economia do mar, se o oceano for saudável". O mar, na opinião do ministro, vai ser um dos centros de riqueza do futuro.

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