Costa Silva "sozinho" na descida do IRC. PS alerta para "perceção de divergências" entre famílias e empresas

Eurico Brilhante Dias assume que a redução de impostos "é importante", desde que feita para as empresas e para as famílias.

Com a polémica entre Costa Silva e Fernando Medina, sobre a descida do IRC, o PS avisa o Governo que é preciso "manter a sociedade coesa", e a redução de impostos para as empresas tem de ser acompanhada por uma redução do IRS para as famílias.

Depois da reunião do grupo parlamentar do PS, o líder Eurico Brilhante Dias alerta que a redução de impostos não pode ser sinónimo de "injustiças na comunidade", algo com que o PS "não compactuará", deixando o ministro da Economia sozinho, já depois de Fernando Medina ter assumido que "não é adequado" antecipar reduções no IRC.

"A redução de impostos, para as empresas e para as famílias, é um aspeto importante. Feita num quadro em que precisamos de ter contas certas e nunca esquecendo: servimos o conjunto da comunidade. Para a manter coesa, não podemos criar uma perceção de divergência, que provoque na comunidade um sentimento de injustiça", alertou.

Questionado sobre as críticas da oposição, que acusam o Governo de apresentar medidas com "austeridade escondida", Eurico Brilhante Dias recua ao Governo de Passos Coelho, quando existia "um laboratório de austeridade"

"A austeridade está colada à pele do PPD/PSD, assim como a um conjunto de protagonistas do partido. Entre eles, o atual líder e antigo líder parlamentar, que aplicou duramente a austeridade no nosso país", atirou.

Eurico Brilhante Dias acrescenta que, "quando se fala em austeridade", vem "sempre à memória dois partidos: PSD e CDS".

Candidato do Chega a vice da AR? "Eu votarei contra"

O líder parlamentar socialista assume que na reunião do grupo parlamentar foi ainda discutida a nova tentativa do Chega para eleger um vice-presidente da AR, num debate onde "a grande maioria expressou o seu sentido de voto", assumindo que o seu voto será contra.

"Discutimos politicamente esse assunto e, mais uma vez, o Grupo Parlamentar do PS, de forma maioritária, expressou o seu sentido de voto. Eu votarei contra", esclareceu.

Depois dos chumbos de Diogo Pacheco Amorim e Gabriel Mithá Ribeiro, logo no início da legislatura, o partido de André Ventura vai a uma terceira ronda com o deputado Rui Paulo Sousa.

Rui Paulo Sousa é vice-presidente da bancada do Chega e um dos braços direitos de André Ventura na liderança do partido. Concorreu pelo círculo eleitoral de Lisboa nas eleições legislativas, e foi candidato à câmara de Castelo Branco nas eleições autárquicas.

Na primeira tentativa, o Chega não foi além dos 35 votos e, na segunda ronda, conseguiu apenas mais dois, ou seja, 37 votos. Para a eleição dos vice-presidentes, são necessários 116 votos, ou seja, a maioria dos deputados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de