Crise política? "O que é facto é que há Orçamento", sublinha Marcelo

Chefe de Estado sublinha que existência do Orçamento do Estado para 2021 chegou a ser posta em causa e recusa "inventar problemas".

O Presidente da República afasta um cenário de possível crise política após as divisões criadas durante o processo de aprovação do Orçamento do Estado para 2021. Questionado sobre como viu a votação do documento no Parlamento e os possíveis efeitos da mesma, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que o importante é a existência de um Orçamento, recusando "inventar problemas além dos que existem".

"O que é facto é que há Orçamento", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, recordando que "durante muito tempo" foi discutida a sua existência.

"No mesmo ano houve três orçamentos: o para 2020, que acabou por ser aprovado em 2020 porque as eleições foram em outubro, o Orçamento Suplementar e o orçamento para 2021", enumerou o chefe de Estado, que sublinhou ainda que "dois dos quatro orçamentos da legislatura estão aprovados".

Sobre o processo para a aprovação, Marcelo Rebelo de Sousa refere que tal aconteceu "como se esperava: isto é, à esquerda".

Agora, o Presidente da República quer ver terminada a redação do OE2021 para que o possa receber para promulgação em Belém, até porque o ano de 2021 "é muito importante porque temos ainda de lidar com a pandemia, a crise económica e social e temos a presidência da União Europeia, com decisões difíceis que podem sobrar para Portugal". A fechar o ano, assinalou, ainda vão ser realizadas eleições autárquicas.

"Neste momento, falar de crises além deste caderno de encargos é o que se chama estar a inventar mais problemas além dos problemas que existem", defendeu o Presidente da República.

Marcelo não comenta caso Novo Banco

Questionado sobre a decisão do Parlamento de aprovar a proibição de injeção de dinheiro no Novo Banco, Marcelo Rebelo de Sousa refere que vai analisar a questão "no quadro" do OE.

O documento há de chegar a Belém e, aí, garante que vai analisar o conteúdo "que este ano é ainda mais rico do que noutros anos". Será "certamente mais longo e pormenorizado", referiu apenas, sem querer comentar "um ponto específico" do documento.

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