Cristóvão Norte vai pedir Congresso do PSD. Pedro Alves diz que "meio ano sem liderança "é uma "eternidade"

Cristóvão Norte prevê que o próximo líder do PSD não terá vida fácil nos próximos tempos, e adianta que pedirá um Congresso Nacional. Pedro Alves acredita que arrastar o processo de transição é "permitir que o Partido Socialista e o Governo andem à solta".

Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve e cabeça de lista nas últimas Legislativas, insiste na ideia de convocação de um Congresso Nacional, e antecipa que o próximo líder do partido passará por muitas provações.

"Eu creio - e fá-lo-ei no próximo Conselho Nacional, se ninguém o fizer -, proporei um Congresso extraordinário, exatamente para aproveitarmos com inteligência o tempo que o doutor Rui Rio ontem assinalou que devia mediar entre a derrota e a eleição de um nova Comissão Política Nacional", declara o social-democrata, ouvido no Fórum TSF.

Reflexão feita, será encontrado "o próximo líder, que tem um longo e penoso inverno pela frente, num conjunto de obstáculos que se verificam muitas vezes", assinala ainda Cristóvão Norte.

Pedro Alves, líder distrital de Viseu, posiciona-se também contra o interregno até à nova escolha do presidente do PSD. "Eu penso que é uma eternidade meio ano sem uma liderança", admite.

Não se trata, de acordo com Pedro Alves, de acelerar o processo, mas de "colocar dentro dos prazos que são normais dentro do PSD, em qualquer processo eleitoral".

"Um processo eleitoral é, em si mesmo, um processo de reflexão, não é apenas uma escolha de candidatos ou de equipas. Há um conjunto de projetos que vão obrigar os militantes a fazer a reflexão para poderem fazer as suas escolhas."

Rui Rio confirmou na quinta-feira que as diretas do partido deverão ser antecipadas e que não será candidato. O líder da distrital de Aveiro sustentou que "andar a arrastar um processo de escolhas e de reflexão dentro do partido é permitir que o Partido Socialista e o Governo andem à solta", e que é necessário encurtar a espera para garantir a coerência na articulação com o grupo parlamentar, que "exige um novo posicionamento e projeto", estando a direção de saída.

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