"Critérios não estão preenchidos." PCP pressiona PS na votação do OE

PCP descarta tratar-se de um aviso, mas na prática é mesmo: a atual proposta não merece a viabilização por parte dos comunistas. Fica o recado ao cuidado do PS com o cenário de "coligações negativas" em algumas matérias em cima da mesa.

"O PCP não faz ultimatos, não faz avisos", mas coloca a panela de pressão ao lume. Momentos antes da longa maratona de votações das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2021, o líder parlamentar comunista sublinha que a atual proposta "não preenche os critérios" nem para uma abstenção.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, João Oliveira nega que o partido esteja a fazer um ultimato mas nota que "a resposta global aos problemas do país" não está contemplada na atual proposta e que, por isso, estão todos os cenários em aberto para o Partido Comunista na votação final global. De resto, a questão foi colocada sobre se nem para a abstenção estão reunidas as condições.

Lembrando que a situação do país desde o momento da apresentação do OE até agora "é uma diferença muito significativa para pior", João Oliveira aponta que esta é uma "questão que tem de nos preocupar a todos".

E por isso lembra também as mais de 300 propostas de alteração entregues pelo partido para dar resposta ao atual momento do país e que, tendo em conta o agravamento da situação, "fazem duplamente sentido".

Sobre as chamadas coligações negativas, essa porta também fica entreaberta. Nomeadamente, a possibilidade de o PCP acompanhar propostas da bancada social-democrata em matérias como a suspensão do pagamento por conta ou a redução do preço das portagens nas ex-SCUT.

João Oliveira nota que o partido tem propostas próprias sobre estas matérias e que serão votadas antes das do PSD. "Nós apresentámos propostas que correspondiam à solução de vários problemas, entre os quais esses: suspensão do pagamento por conta para as pequenas e médias empresas, diminuição das portagens nas ex-SCUT, rendas das pequenas e médias empresas em diversos planos. Esperamos que as propostas do PSD nem sequer tenham de ser discutidas porque as propostas do PCP, que são votadas primeiro, foram aprovadas", conclui antes de partir para a maratona que apenas termina na próxima quinta-feira.

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