"Cruel e degradante." Projeto do Chega de castração química "chumbado" em comissão parlamentar

A maioria dos deputados - PS, PCP, BE e Joacine Katar Moreira - votou contra, pelo que a conclusão é que o projeto de lei é inconstitucional e não está em condições de ser discutido em plenário. O CDS não votou, mas a votação do partido deverá ser incluída na informação final enviada para Ferro Rodrigues.

A comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais considerou esta quarta-feira "inconstitucional" o projeto de lei do Chega de castração química para reincidentes em casos de violação, que é desproporcional e "redunda numa pena cruel, degradante e desumana".

O parecer, da autoria da deputada não-inscrita Joacine Katar Moreira (ex-Livre), foi aprovado por larga maioria, com os votos do PS, PSD, PCP, BE e de Joacine Katar Moreira, e teve o voto contra do Chega, na reunião desta quarta-feira da comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O debate prolongou-se por quase uma hora, tendo havido uma proposta, do presidente da comissão, o social-democrata Luís Marques Guedes, para que se referisse nas conclusões que algumas partes do diploma, como o aumento da pena por violação, não viola a Constituição, pelo que podia ser admitida a sua discussão.

No entanto, a maioria - PS, PCP, BE e Joacine Katar Moreira - votou contra, pelo que a conclusão é que o projeto de lei é inconstitucional e não está em condições de ser discutido em plenário.

O regimento da Assembleia da República, no seu artigo 120.º, determina que "não são admitidos projetos e propostas de lei ou propostas de alteração que infrinjam a Constituição ou os princípios nela consignados".

O parecer tinha sido pedido pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, para saber se a iniciativa do Chega pode ser admitido ou é recusado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de