Desfecho imprevisível no CDS: Nuno Melo, outros três candidatos e uma surpresa de última hora?

À procura de um novo líder, capaz de unir os militantes e fazer o CDS regressar ao Parlamento, mais de mil centristas reúnem sábado e domingo no 29.º Congresso em Guimarães. Para já há quatro candidatos assumidos, entre os quais o eurodeputado Nuno Melo, mas entre os que estiveram com Francisco Rodrigues dos Santos, há quem procure um candidato surpresa.

Numa reunião que se adivinha tensa e de desfecho imprevisível, permanece no ar a possibilidade do aparecimento de um candidato surpresa, afeto à atual direção. Depois de uma semana intensa de contactos, se há quem considere que ainda é possível encontrar um nome forte capaz de unir o partido - a TSF sabe que quer o antigo presidente Manuel Monteiro, quer o antigo candidato à liderança Filipe Lobo d'Ávila foram sondados -, há quem defenda que o aparecimento de um candidato surpresa só dificultaria a tarefa de fazer o partido sair dos escombros do pós-eleições legislativas.

Sem representação parlamentar e a braços com uma crise financeira profunda, permanece o impasse a poucas horas de um encontro que arrisca transformar-se numa câmara de eco de ressentimentos e defesas de honra, no partido que vive o período mais negro de uma história de mais de quatro décadas.

Ao contrário de José Ribeiro e Castro, antigo presidente e próximo de Francisco Rodrigues dos Santos, que não vai estar presente, Monteiro e Lobo d´Avila prometem ir a Guimarães. Por saber, fica o que farão os antigos presidentes, Paulo Portas e Assunção Cristas.

Na corrida à sucessão de Francisco Rodrigues dos Santos, assumiram candidatura quatro centristas. O eurodeputado e antigo vice-presidente do partido, Nuno Melo, Nuno Correia da Silva, que integrou a direção de Manuel Monteiro e é membro da Comissão Política Nacional, o eterno candidato e também dirigente nacional Miguel Mattos Chaves e o militante Bruno Filipe Costa.

São subscritores de quatro das dez moções de estratégia global a apresentar no conclave que põe fim a dois anos e dois meses conturbados de liderança de Rodrigues dos Santos, marcada por frequentes trocas de acusações, desentendimentos entre a direção e o grupo parlamentar e conselhos nacionais de facas longas.

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