Distritais do PSD querem que Rio fixe calendário da sucessão

Com a sucessão no menu, jantaram ontem à noite em Leiria quase todas as distritais do PSD e do encontro que antecipa o Conselho Nacional do partido saiu apenas a preocupação de que seja fixado um calendário para a sucessão de Rui Rio.

Datas ninguém avança, pelo menos de forma concertada. A certeza é só uma: Rio tem de decidir e fixar um calendário. No aquecimento para o Conselho Nacional deste sábado, em Barcelos, reuniram-se para um jantar as várias distritais do partido e do menu apenas a preocupação com a liderança, ou melhor, com a sucessão.

Não se falou de nomes, mas sai a posição comum de que "Rui Rio deve cumprir o calendário que fixou" como notou à TSF fonte presente no encontro. E que calendário é esse? Julho, como referiu o presidente social-democrata na noite eleitoral.

Nos bastidores há quem queira acelerar o processo, mas tal só pode acontecer ou com o pedido de demissão de Rio ou com uma moção de censura e nenhum dos cenários está, para já, em cima da mesa. O que os líderes das distritais vão apontar em Barcelos é a "necessidade da fazer um conselho nacional em breve para que se apresentem as datas das próximas eleições internas, isto caso não fiquem já definidas".

E tal não é líquido que aconteça porque na ordem de trabalhos apenas se pode ler: "decisão sobre processo eleitoral para os órgãos nacionais do Partido". O que em linguagem política não significa necessariamente o estipular de um calendário, até porque a própria Comissão Política não colocou nenhuma proposta para reflexão dos conselheiros.

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