Distrital do Porto "perplexa" com nova estratégia de Rio 

Decisão de adiar a marcação de diretas no PSD apanhou de surpresa o líder da distrital do Porto. Alberto Machado diz à TSF que recebeu notícia com "perplexidade" e apela à direção para "assumir as suas responsabilidades e não andar aqui titubeante com estas estratégias alternativas".

"Perplexidade". É esta a palavra escolhida por Alberto Machado, presidente da distrital do Porto do PSD, para definir a mudança de estratégia da direção de Rui Rio nas 24 horas antes do Conselho Nacional do partido.

"Julgo que todos fomos apanhados um pouco de surpresa", diz Alberto Machado realçando que "a Comissão Política Nacional abriu o ciclo eleitoral das diretas no PSD no dia 29 de setembro quando reuniu e deliberou a convocação de um Conselho Nacional colocando na sua ordem trabalhos a marcação das diretas e o congresso".

Para o líder da distrital de Rui Rio, esta decisão da direção foi conscientemente tomada "no rescaldo das autárquicas" e, por isso, foi com "alguma perplexidade" que assistiu a esta alteração duas horas depois de ter sido distribuído pelos conselheiros o cronograma para as diretas e congresso.

Até porque, nota Alberto Machado, o cenário de crise política não se coloca. Fazendo eco a críticas já ouvidas na reunião da bancada do PSD, Alberto Machado lembra que, no que à negociação do Orçamento do Estado diz respeito, este é uma reposição de uma peça já levada à cena no passado.

"O que assistimos nos anos anteriores é o que estamos a assistir agora: um cenário de dramatização política entre PS, PCP, BE e Presidente da República que vão aqui fazendo um jogo de xadrez até à aprovação final", nota o dirigente do PSD para quem não parecem existir razões para que seja diferente desta vez.

Questionado se alinha na crítica já ouvida de que esta alteração de estratégia pode representar um balão de oxigénio para Rui Rio continuar a tentar somar apoios junto do aparelho, Alberto Machado não partilha dessa ideia.

"Julgo que os apoios já estão pré-determinados. A vida interna do partido não deve ser suspensa, as pessoas já sabem quem vão apoiar ou não. Penso que essa reflexão das estruturas e dos dirigentes já está feita", diz à TSF.

Já sobre o futuro de Rio na liderança, Albert Machado remete para a decisão dos militantes quando forem as eleições, agora deixa a crítica à direção para que assuma as devidas responsabilidades por esta mudança de rumo inesperada.

"A direção nacional tomou a decisão de antecipar o calendário eleitoral, compete-lhe assumir as suas responsabilidades e não andar aqui titubeante com estas estratégias alternativas porque isto também confunde as pessoas e descentra do que é essencial: fazer-se balanço do mandato e olhar para o futuro no sentido de perceber se esta direção política deve ser reconduzida", conclui o dirigente do PSD.

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