Divisão no Bloco de Esquerda a propósito das listas para o Parlamento

Moções E e N abandonaram a reunião da mesa nacional com acusações de que a proposta de direção está "viciada de ilegalidade".

Os críticos da direção de Catarina Martins no Bloco de Esquerda abandonaram este domingo a reunião da mesa nacional onde se aprovam as listas do partido à Assembleia da República, assinalando que recusam participar numa proposta que dizem estar "viciada de ilegalidade" e exigindo a retirada da lista B por Santarém.

Na origem do abandono das moções E e N está o facto de a direção pretender recandidatar Fabíola Cardoso, em vez de aceitar a lista sufragada pelos militantes bloquistas de Santarém, onde as vozes críticas levam vantagem. A estrutura regional propunha o nome de Ana Sofia Ligeiro para encabeçar a lista e acusa agora a direção de "rasgar a democracia interna".

Numa nota enviada à TSF, a moção E acusa a direção de Catarina Martins de fazer "tábua rasa à decisão do órgão competente distrital".

"Votar numa proposta desta natureza é ser conivente com o incumprimento estatutário e é rasgar a democracia interna. Nenhuma candidatura pode ser agregadora e mobilizadora se parte do incumprimento da vontade expressa das e dos seus aderentes", lê-se no comunicado divulgado esta tarde.

Em declarações à TSF, Ana Sofia Ligeiro explicou que a lista que encabeça "ganhou" a votação. A proposta "seguiu para a mesa nacional e teria de ser ratificada pela mesa, para que fosse efetivada e houvesse essa candidatura", algo que acabou por não acontecer.

O que aconteceu esta manhã "é que a maioria da direção nacional, através da comissão política, propõe à mesa nacional que seja votado, em alternativa, o nome da Fabíola Cardoso", algo que a moção E vê como "anti estatutário".

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