Do Interior ao combate da violência doméstica. As prioridades de Costa para a década

Num artigo de opinião, primeiro-ministro enumera os quatro desafios estratégicos até 2030.

O primeiro-ministro enumera "quatro grandes desafios estratégicos para o país enfrentar" na próxima década. Num artigo de opinião, publicado esta quarta-feira nas páginas do Jornal de Notícias, António Costa fala numa década decisiva, sublinhando as alterações climáticas, dinâmica demográfica, transição digital e desigualdades.

"Os próximos anos são cruciais para tomarmos as medidas necessárias para atingirmos a neutralidade carbónica em 2050. Portugal tem uma particular responsabilidade, porque foi o primeiro país a assumir este compromisso, logo em 2016, mas também uma especial necessidade, porque é dos países europeus mais ameaçados pelas alterações climáticas, no risco de erosão costeira, de seca severa, de incêndios florestais", refere o primeiro-ministro.

Para António Costa, "as energias renováveis, a mudança de paradigma na mobilidade, o uso eficiente da água e a preservação das florestas e oceanos" têm de ser prioridades ao longo da década.

O chefe do Governo português não esquece também de um desafio, que classifica como central para Portugal - a demografia. O elevado número de idosos na sociedade portuguesa, refere Costa, alterou a sociedade e exige uma "adaptação do sistema de saúde. Mas o primeiro-ministro deseja que, até 2030, seja "uma década de rejuvenescimento".

Neste ponto, António Costa promete políticas de gestão de migrações, confiança para as famílias e mais segurança no trabalho e acesso à habitação. E para fixar jovens e atrair talento é fundamental, escreve o líder do Executivo, "aproveitar o potencial da transição digital".

"Esta é uma oportunidade que não podemos perder, para o que as políticas públicas de cultura, ciência e educação são centrais para desenvolver a inovação baseada no conhecimento. Fomentar a criatividade, eliminar o abandono escolar precoce, continuar a democratizar o acesso ao ensino superior, são condições base, para podermos cumprir a meta de, em 2030, investirmos 3% do PIB em I&D, entre Estado e empresas. Só uma sociedade do conhecimento valoriza o conhecimento", lê-se no texto de António Costa.

Por fim, o primeiro-ministro garante que o Governo vai prosseguir o combate às desigualdades que persistem, sendo este também um dos "objetivos da década" que se aproxima. Aqui, António Costa sublinha a violência de género como um "terrível flagelo". "A violência doméstica é uma prioridade para construirmos uma sociedade mais igual e mais justa", acrescenta.

O primeiro-ministro, num caminho de retoma, promete ainda potenciar o crescimento no interior do país.

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