Dois ministérios ignoraram queixa de que dados tinham sido enviados à embaixada russa

Os ativistas russos que viram os seus dados enviados à Rússia referem que a queixa sobre o comportamento da Câmara de Lisboa foi enviada há três meses para o Ministério da Administração Interna e para o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

No dia 18 de março os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna receberam uma mensagem no correio eletrónico, enviado pelos 3 ativistas russos que organizaram a manifestação a favor de Navalny. De acordo com a RTP, os dois ministérios ignoraram a queixa de que os dados pessoas tinham sido enviados pela Câmara de Lisboa à embaixada russa.

O gabinete de Eduardo Cabrita reconhece a existência do e-mail mas não revela se tinha competências para atuar. Confrontado com a notícia, o governante garantiu que a queixa foi enviada às entidades com competência na matéria, mas não adiantou quais eram essas entidades.

Já o ministério de Augusto Santos Silva ainda não encontrou o e-mail.

Além dos ministérios, seguiram também queixas para a autarquia e para a Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Segundo a RTP, a Câmara foi a única entidade que respondeu mais de um mês depois do envio da queixa. A autarquia informou os ativistas de que tinha pedido à embaixada russa para apagar os dados enviados.

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