Dois terços dos contributos para Plano de Recuperação foram feitos por cidadãos

António Costa Silva recebeu 1153 contributos para Plano de Recuperação do país no pós-pandemia. Documento é discutido ainda este mês no parlamento e será entregue em Bruxelas a 15 de outubro. Eixo estratégico que mereceu mais propostas foi o da "Qualificação, Transição Digital, Ciência e Tecnologia".

"Inspirador". É esta a palavra escolhida por António Costa Silva para definir o debate sobre os contributos da consulta pública para o Plano de Recuperação Económica de Portugal no pós-pandemia. Foram 1153 contributos, sendo que dois terços foram feitos por cidadãos e os restantes enviados por instituições e empresas.

As propostas em concreto só vão ser conhecidas na apresentação pública que é feita na manhã desta terça-feira, mas desde logo, dos eixos estratégicos elencados por Costa Silva no documento, salta à vista o da "Qualificação, Transição Digital, Ciência e Tecnologia" com 187 contributos recebidos.

Segue o eixo da "Coesão do Território, Agricultura e Floresta" (157 contributos) e as "Infraestruturas físicas" (156 contributos).

Com menos propostas recebidas estão os eixos da "Transição energética e eletrificação da economia" (26 contributos), do "Novo paradigma para as cidades e a mobilidade" (33 contributos) e da "Reconversão Industrial" (38 contributos).

Há também um grande número de propostas que não se relacionam com os 10 eixos estratégicos elencados por António Costa Silva, mas que dizem respeito a "Condicionantes, limitações e oportunidades". Foram 192 contributos entregues durante o período de consulta pública que não estão relacionados com as grandes áreas definidas no documento apresentado em julho.

Num documento assinado por Costa Silva a que a TSF teve acesso, o autor da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 sublinha que "este debate muito participado é por si só inspirador, mostra o interesse e a posição de muitos cidadãos e instituições na busca de um rumo para o país que possa fazer face à enorme crise económica, social e sanitária gerada pela pandemia Covid-19".

Depois do elogio à participação da sociedade civil, Costa Silva nota que "a política não pode ser feita só de rejeição e de antagonismos exacerbados" e que "deve contemplar também a adesão a projetos transformadores".

Por isso, mostra-se confiante: "O debate público participado, empenhado e construtivo, que se seguiu à apresentação pública da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica, faz-me acreditar que isto é possível, que há um movimento cívico genuíno, que atravessa todas as áreas e inclui intervenientes mais atentos, mais preparados e que estão dispostos a apostar no conhecimento e na ciência para fazer melhor e para fazer diferente".

E agora?

Depois da análise "exaustiva" aos contributos recebidos, António Costa Silva vai esta terça-feira fazer o balanço da consulta pública e apresentar em concreto as propostas que recebeu durante o fim de julho e grande parte do mês de agosto.

Agora, entramos numa fase de aceleração que tem como meta o dia 15 de outubro, a data que está na agenda do governo para apresentação do plano à Comissão Europeia.

Antes, estão definidas audições aos partidos políticos e parceiros sociais (21 e 22 de setembro) e ainda o debate temático na Assembleia da República (23 de setembro). A apresentação da primeira versão do Plano de Recuperação está agendada para 14 de outubro, um dia antes de ser entregue em Bruxelas.

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