Dos "professores em negação" à "experiência extraordinária". As reações de PS e PSD a Cavaco Silva

Em menos de seis meses, Aníbal Cavaco Silva publica o segundo artigo de opinião, com críticas à gestão de António Costa.

Cavaco Silva pede reformas, fala em desnorte do Governo, com um país "cada vez mais pobre", mas o PS acusa "ilustres economistas e professores" de "continuarem em negação". A resposta socialista surgiu nas redes sociais, mas o PSD, de viva voz, sublinha as palavras do antigo Presidente.

Da parte do PS, sem nunca mencionar o nome de Aníbal Cavaco Silva, Eurico Brilhante Dias escreve nas redes sociais que "há ilustres economistas e professores que continuam em negação", apesar do crescimento do país, socorrendo-se de dois gráficos.

" A verdade é que, ao contrário do que tem acontecido com os governos da direita nos últimos 20 anos, com o PS no poder o PIB tem crescido acima da média da UE. E, nos últimos sete anos, temos assistido ao maior ciclo de convergência desde a nossa adesão ao Euro", escreve.

Além disso, diz Eurico Brilhante Dias, o "Governo e o PS estão ao lado das pessoas" e e apostam em "reformas que são as que permitem melhorar os rendimentos das famílias portuguesas".

E conclui: "Reformar não é cortar, e para nós não há crescimento sem coesão".

Já o PSD, pela voz de Joaquim Miranda Sarmento, sublinha as palavras do antigo Presidente da República, que "mostram falta de autoridade de um Governo sem norte", com inúmeras polémicas em apenas seis meses.

"Cavaco Silva enumerou um conjunto de exemplos para mostrar o que tem sido a falta de autoridade e a falta de orientação do primeiro-ministro", acrescenta.

Este é o segundo artigo de opinião de Cavaco Silva em menos de seis meses, mas questionado sobre o assunto, o líder parlamentar do PSD garante que a opinião do antigo Presidente, não retira espaço a Luís Montenegro.

"A experiência extraordinária que o professor Cavaco Silva tem, quer do ponto de vista académico como político, é uma voz para nos alertar para os problemas estruturais que o país tem, tal como para a má governação", defende.

No artigo de opinião, publicado no Público, Cavaco Silva acusa António Costa de "falta de força política" por não ter mostrado a porta de saída a Pedro Nuno Santos, depois da polémica com o novo aeroporto.

"Quem já exerceu essa função sabe que o primeiro-ministro não podia deixar de demitir o ministro. Ao não fazê-lo, evidenciou falta de força política, a razão é ainda uma incógnita, pondo em causa a sua autoridade e, ao mesmo tempo, atingindo a credibilidade do Conselho de Ministros e o respeito pela colegialidade que o deve caracterizar", lê-se no artigo.

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