"É aconselhável que Centeno não saia diretamente para o Banco de Portugal"

Quando António Costa lhe ligar para falar sobre o cargo de Governador do Banco de Portugal, Rui Rio vai dizer que o PSD preferia "que fosse outra pessoa".

A lei não proíbe mas Rui Rio considera que, politicamente, não é "aconselhável" uma transição direta entre o ministério das Finanças e o Banco de Portugal.

"Não há nada que proíba Mário Centeno de ser governador do Banco de Portugal. Do ponto de vista - ético é uma palavra muito forte, não quero ser muito forte, nem quero ser desagradável - (do ponto de vista) político, é aconselhável que não seja, não saia do Ministério das Finanças diretamente para o Banco de Portugal, apesar de não haver lei nenhuma que mostre essa incompatibilidade", defende o presidente do PSD em entrevista à TSF.

Por isso, quando o telefone tocar e, do outro lado da linha, o primeiro-ministro lhe perguntar a opinião social-democrata sobre o melhor nome para liderar a supervisão bancária em Portugal, Rui Rio será claro na ideia de que o PSD preferia "outra pessoa".

"O que está em causa não é só o nome do governador. Como é evidente, é a equipa toda. Isso é muito relevante. O governador é efetivamente o mais importante e é muito mais importante que os outros. Aquilo que eu direi seguramente é que, na nossa ótica, preferíamos que fosse outra pessoa. E se calhar vai ser, não faço a mínima ideia"

Mais certezas tem o líder do PSD sobre uma remodelação governamental que implique uma mudança na pasta das Finanças. Para Rio, o episódio da injeção de 850 milhões de euros no Fundo de Resolução que terminou com uma "encenação em São Bento" foi a prova de que "não está estruturalmente tudo bem".

Na entrevista à TSF, pelo meio da conversa sobre o futuro de Mário Centeno, Rio ainda encontra forma de deixar uma farpa ao atual Governador do Banco de Portugal. Se Carlos Costa considerou que Centeno "daria um ótimo Governador", o líder do PSD atira que "é muito difícil concordar com o Dr. Carlos Costa, seja no que for. Embora lhe reconheça grandes capacidades de ordem técnica, depois tenho alguma dificuldade em concordar. Não é só com isto, é com quase tudo o que ele vai dizendo. Mas, enfim..."desabafa.

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