"É de uma gravidade extrema." Santos Silva condena "agressão da Rússia à Ucrânia"

Ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à TSF, mostra solidariedade com a Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, condenou esta quinta-feira de manhã, em declarações à TSF, a "agressão da Rússia à Ucrânia", classificando a situação como muito grave.

"É uma operação militar que é uma agressão da Rússia à Ucrânia e que deve ser condenada como tal. É uma agressão fora de qualquer lei internacional e, portanto, esta operação militar russa deve ser firmemente condenada. A nossa solidariedade com a Ucrânia, o povo e as autoridades ucranianas deve ser manifestada. Não sabemos ainda muito bem os contornos desta operação, mas do que vamos sabendo é de uma gravidade extrema", explicou Augusto Santos Silva.

Para o ministro, esta parece ser uma operação de grande amplitude, que Santos Silva acompanha ao minuto, também em contacto com a embaixada portuguesa em Kiev.

"Já falei com o nosso embaixador e a nossa embaixada em Kiev está também em contacto com as embaixadas dos países unidos, parceiros da União Europeia e da aliança. A recomendação que se deve fazer agora, além da condenação desta operação e da solidariedade devida à Ucrânia, é de máxima proteção às pessoas. O Presidente Zelenski já interveio para a população ucraniana fique em casa, se proteja, e esse é também o meu apelo em relação aos cidadãos de nacionalidade portuguesa. Temos de aguardar, perceber bem o que está a acontecer e reagir", aconselhou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Apesar de ainda não saber em concreto todos os contornos do ataque da Rússia à Ucrânia, o responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros acredita "muito fortemente" que se trata de uma agressão por ser uma ação militar armada contra o país soberano, passando por bombardeamentos de infraestruturas críticas um pouco por toda a Ucrânia. Sobre os próximos passos, Santos Silva não tem dúvidas.

"Condenação política, isolamento político da Rússia e sanções no plano económico, financeiro, solidariedade e apoio à Ucrânia. Há muita coisa que a Europa já está a fazer e vai fazer", garantiu.

Para já, o ministro volta a reforçar o pedido para que os cidadãos portugueses abandonem, nem que seja temporariamente, a Ucrânia.

"Ontem estivemos em contacto com 202 portugueses na Ucrânia. Grande parte deles, 160, têm nacionalidade portuguesa e ucraniana. Estou a contar também com diplomatas, jornalistas, etc. Estavam todos protegidos, tranquilos e calmos ontem, mas é evidente que nas últimas horas tudo se precipitou. Recomendo que fiquem em casa, aguardem e se protejam. Esta é hora de os civis fazerem isso", acrescentou Augusto Santos Silva.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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