"É inaceitável." PCP não desiste de Feira Popular em Lisboa

Representantes do Partido Comunista na autarquia salientaram que têm outros planos para os terrenos.

O PCP na Câmara de Lisboa defendeu esta terça-feira que a autarquia deve encontrar um espaço alternativo para a Feira Popular, caso desista de construir este empreendimento nos terrenos municipais junto ao Bairro Padre Cruz, em Carnide.

Numa nota, o PCP na autarquia salientou ainda que, apesar do anúncio pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas (PSD), de que tem outros planos para os terrenos que o presidente antecessor, Fernando Medina, atribuiu a uma nova Feira Popular, ainda não foi apresentada formalmente na CML qualquer proposta alternativa.

O PCP manifestou disponibilidade para discutir propostas, "tendo em conta as necessidades existentes e a vontade da população", mas defendeu "que qualquer projeto diferente para os terrenos de Carnide deve ser acompanhado de uma proposta de localização alternativa para a Feira Popular".

O partido recordou que defende que a cidade deve ter um espaço de lazer ao ar livre com as características da Feira Popular desde o encerramento desta em Entrecampos, em 2003, por decisão de gestão do executivo liderado por Santana Lopes (PSD/CDS).

"Desde então, o PCP avançou, por duas vezes (2008 e 2015), com uma proposta concreta de localização da nova Feira Popular, junto à frente ribeirinha, numa área integrante do Plano de Urbanização da Zona Expo (área abrangida pelo Plano de Pormenor PP6 - Parque Tejo)", indicou.

Os comunistas salientam que deram o seu aval a uma Feira Popular em Carnide, apesar de nem a população nem a junta terem sido envolvidas previamente na escolha do local e realçam "que o projeto então apresentado consistia numa Feira Popular de características distintas da antes existente em Entrecampos, prevendo a sua integração num Parque Urbano, que constituiria uma mais-valia para as populações locais, ao mesmo tempo que reduziria o impacto direto do equipamento sobre a população residente mais próxima.

"É inaceitável o tempo que, desde a decisão até agora, foi perdido e o estado em que se encontram aqueles terrenos, numa situação de insalubridade, abandono e perigosidade", acrescentou o PCP.

O projeto da Feira Popular foi anunciado em 03 de novembro de 2015 e as obras arrancaram um ano depois, com as demolições dos edifícios existentes no terreno localizado na freguesia de Carnide, para criar um parque urbano de 20 hectares.

Em março de 2021, o então presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, disse que o parque verde da futura Feira Popular deveria abrir "antes do verão", justificando o atraso na obra com a pandemia de Covid-19 e revelando o objetivo de lançar ainda nesse mandato o concurso relativo à concessão para a operação do equipamento.

No entanto, no mesmo ano Carlos Moedas venceu as eleições para a Câmara de Lisboa e no seu programa eleitoral propunha "transformar o atual projeto da Feira Popular, para prever um novo Parque Urbano, com equipamentos de lazer e desporto, incluindo uma nova piscina exterior natural em Carnide, de grande dimensão, ambientalmente inovadora".

"Este programa de recreio e lazer qualificado será complementado por equipamentos culturais e pela reconversão da Av. Prof. Francisco da Gama Caeiro, com vista a ligar o Bairro Padre Cruz à cidade através de uma avenida urbana", acrescentava o programa que venceu a Câmara de Lisboa.

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