"É inimaginável adotarmos no Natal medidas tão drásticas como as da Páscoa"

António Costa foi questionado sobre as medidas que anunciou na quarta-feira para o país.

Em Bruxelas, onde entregou o documento com o plano português de recuperação, António Costa foi questionado sobre as medidas mais rígidas que anunciou, na quarta-feira, para Portugal e afirmou que no Natal os português vão ter de se reorganizar e fazer festas mais pequenas, pois não podemos chegar a dezembro com os riscos de contaminação que existem atualmente.

"Sabemos que há muitas pessoas que vivem nas cidades e têm raízes noutros locais do país e têm de se deslocar, mas têm de se organizar todas para ter reuniões mais pequenas, talvez jantar com uns e almoçar com outros ou como entenderem, não vamos também fazer um decreto a dizer como é que se organiza o Natal", explicou António Costa.

No entanto, o governante também reconheceu que nessa época festiva o Executivo não pode adotar medidas tão drásticas como fez na Páscoa.

"É inimaginável adotarmos no Natal medidas tão drásticas e autoritárias como as que adotámos na Páscoa ao proibir as pessoas de se deslocarem de um concelho para o outro. O Natal é um momento excecional de festas e de reunião das famílias", reconheceu o primeiro-ministro.

As novas medidas surgem depois de se ter vindo a registar um grande aumento do número de casos de infeção pelo novo coronavírus desde agosto. Números que Costa classifica como "graves".

"É muito claro, olhando para os números, que eles têm vindo a crescer de forma consistente desde agosto e que a evolução que estamos a ter é uma evolução grave. Isto precisa de um sinal inequívoco que temos de alterar os comportamentos. Não há três ou quatro formas de reagir, há duas: ou parar as atividades, que tem um enorme custo social e económico, ou alterar os comportamentos", acrescentou António Costa.

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