"É um convite à bizarria." Costa critica tempo de antena dado aos novos partidos

O primeiro-ministro vai mais longe e acredita que aquilo a que chama uma "subversão da representação democrática expressa na Assembleia da República por esta via mediática" é um erro.

António Costa lamenta a "excitação mediática" em torno dos novos partidos com assento parlamentar. Em entrevista ao Jornal de Notícias, o primeiro-ministro considera "incompreensível" a atenção dada ao Livre no dia da segunda volta das eleições diretas do PSD.

"Não gostaria de acompanhar esta excitação mediática em torno da hipervalorização de novas representações parlamentares que têm a dimensão de representação que têm. Acho incompreensível que no dia em que o PSD disputa a segunda volta da eleição da sua liderança o tempo mediático tenha sido repartido, que tenha sido dado mais tempo mediático ao Livre do que ao PSD. Eu seguramente estou mais próximo politicamente do Livre do que do PSD, mas não faz o menor sentido este tipo", adianta ao JN.

O primeiro-ministro vai mais longe e acredita que aquilo a que chama uma "subversão da representação democrática expressa na Assembleia da República por esta via mediática" é um erro, porque "só alimenta o populismo". "É um convite à bizarria como forma de ganhar visibilidade política", defende.

"Não acho que isso fortaleça a democracia. Acho que a democracia fortalece-se respeitando aquilo que é a representatividade própria", remata.

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