"É um ponto importante" garantir que a esquerda não se une à direita

O presidente do PS considera fundamental chegar a um acordo para garantir que não aconteça uma coligação negativa contra o partido que dirige.

O presidente do PS considera fundamental chegar a um acordo para garantir que não aconteça uma coligação negativa contra o partido que dirige.

Carlos César defende que "é um ponto importante" garantir que a esquerda não se une à direita no futuro para condicionar os movimentos e as decisões do PS. Durante o programa da TSF "Almoços Grátis", o presidente do Partido Socialista sublinhou, contudo, que esse cenário lhe parece pouco provável.

"Há uma coisa que é preciso ter em consideração. Um orçamento de Estado só é chumbado ou uma moção de censura só é aprovada se a direita se reunir com a esquerda para derrubar o Partido Socialista. E esse é um cenário que me parece pouco provável", adiantou.

O socialista admitiu que ainda não recebeu essa garantia por parte dos partidos com os quais o PS está a negociar, mas deixou claro que "esses assuntos" estão a ser discutidos nesta maratona de reuniões com os possíveis parceiros.

No mesmo plano, o vice-presidente do PSD admitiu que, apesar de "não gostar de coligações negativas!", se o "interesse nacional" estiver em causa ou "numa situação quase extrema", a coligação negativa é "perfeitamente possível".

A esta declaração de David Justino, Carlos César respondeu que espera que uma dessas situações quase extremas não seja, por exemplo, a discussão das "carreiras dos professores". Logo de seguida, em jeito de resposta, David Justino atirou: "Não, essa foi uma boa golpada que vocês deram. Montaram bem o circo".

Carlos César avançou ainda que, mais do que uma geringonça, o país precisa "de uma boa engenhoca" na próxima legislatura.

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