Ministro Eduardo Cabrita apresenta a demissão

"Não posso permitir que este aproveitamento político seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do Governo", justificou o governante.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, apresentou esta sexta-feira a demissão ao primeiro-ministro, António Costa. O pedido de exoneração ocorre no dia em que foi conhecida a acusação do motorista da viatura onde seguia o governante e que esteve envolvida numa acidente mortal, na A6, em junho.

"Não posso permitir que este aproveitamento político seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do governo, contra o primeiro-ministro ou mesmo contra a PS. E por isso decidi apresentar a minha exoneração das funções de ministro da Administração Interna ao primeiro-ministro", declarou, numa conferência de imprensa.

Perante os jornalistas, o ministro demissionário começou por fazer um balanço do seu mandato, "o maior na pasta da Administração Interna em democracia".

"Desde que existe relatório anual de segurança interna, jamais tínhamos tido com indicadores tão baixos quer de criminalidade geral, quer de criminalidade violenta", disse.

Cabrita agradece aos homens e mulheres que trabalharam nas forças de segurança para alcançar este objetivo.

Sobre o acidente, o ministro Eduardo Cabrita lamentou ter estado envolvido num acidente que resultou numa vítima mortal. "No dia 18 de junho, a viatura foi vítima do acidente e que tragicamente resultou na perda de uma vida", considerou o ministro.

De acordo com uma nota publicada na página da Internet do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, o MP deduziu acusação, requerendo o julgamento por tribunal singular, contra um arguido, o condutor do veículo automóvel interveniente num acidente de viação ocorrido na A6, no dia 18 de junho de 2021.

O MP imputa ao condutor, "a prática, em concurso, de um crime de homicídio por negligência e de duas contraordenações", lê-se na nota.

Eduardo Cabrita visitou hoje o posto da GNR de Lagos, instalado num edifício municipal na zona do Chinicato, nos arredores daquela cidade algarvia, após terem sido concluídas as obras de remodelação e adaptação do espaço para acolher a força de segurança, empreitada orçada em cerca de 450 mil euros.

Notícia atualizada às 18h13

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