Polémica Lisboa-Moscovo. "Ninguém me vai pedir explicações sobre processos administrativos"

Relação com a Rússia está no "ponto mais baixo" desde a guerra fria. Mas Costa acredita que não lhe serão pedidas explicações sobre a polémica que envolveu a Câmara Municipal de Lisboa.

António Costa comentou, esta segunda-feira, pela primeira vez, a polémica da cedência de nomes de ativistas anti-Putin, pela Câmara de Lisboa, à embaixada da Rússia. O primeiro-ministro acredita que a posição de Portugal em relação à Rússia não levanta "dúvidas".

No momento mais baixo das relações com a Rússia desde a guerra fria, António Costa acredita que não lhe serão pedidas explicações, na cimeira da NATO, sobre "processos administrativos", referindo-se o episódio da Câmara de Lisboa.

"Ninguém vai pedir, seguramente, explicações sobre processos administrativos", afirmou António Costa, convicto de que "ninguém tem dúvidas sobre qual é o papel de Portugal relativamente à Rússia".

António Costa foi questionado à entrada para a Cimeira da Nato, sobre se está preparado para dar explicações aos aliados sobre o que se passou na Câmara Municipal de Lisboa, que forneceu informações sensíveis a Moscovo.

"Já ninguém teve dúvidas quando, durante o PREC, qual foi a posição que Portugal e a maioria dos portugueses tomaram, quando, em plena guerra fria, estava em causa saber de que lado nos colocaríamos", afirmou, acreditando que "essa é uma dúvida que felizmente não existe".

A 31.ª cimeira da Aliança Atlântica é focada na normalização da relação com o aliado norte-americano, na primeira vez que o chefe da nova administração, Joe Biden participa num encontro da organização, e tem um foco particular a leste, nas "ações agressivas da Rússia.

"Há um reconhecimento recente, no último par de anos, de que temos novos desafios, e nós temos a Rússia que não está a agir de uma forma que seja consistente com o que esperávamos", lamentou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no encontro que manteve com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

A falar da Rússia, Stoltenberg referiu-se a "um padrão de comportamento, com ações agressivas contra os vizinhos, Ucrânia, Geórgia, mas também ataques cibernéticos, ataques híbridos, e envenenamento, inclusive contra os aliados".

O norueguês, que deixa o cargo em setembro do próximo ano, considerou que a ação de Moscovo "é algo que levou à deterioração das relações entre a NATO e a Rússia".

"A nossa relação com a Rússia está no seu ponto mais baixo desde a guerra fria, devido às ações agressivas da parte da Rússia", afirmou Stoltenberg, manifestando-se "confiante de que os líderes da NATO confirmarão a dupla abordagem à Rússia: defesa forte, combinada com diálogo".

Notícia atualizada às 13h43

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