Encerramentos no SNS. PS chumba audição, mas Pizarro diz-se "disponível para comparecer na AR"

Ministro da Saúde explicou a razão que levou o PS a chumbar a sua audição no Parlamento.

O PS chumbou, esta quarta-feira, o requerimento do Bloco de Esquerda para a audição do ministro da Saúde, mas Manuel Pizarro garante estar "completamente disponível" para comparecer no Parlamento e explicou que este pedido só foi chumbado por ser mais útil que o debate político sobre o eventual encerramento de maternidades se faça depois de se analisar o plano técnico.

"É mais útil que esse debate se faça no debate político depois de se fazer no plano técnico. Da parte que me toca estou sempre muito disponível para comparecer, como é minha obrigação, na Assembleia da República. Tenho prazer em fazer este debate porque é muito importante e todas as opiniões são válidas", esclareceu Manuel Pizarro.

Sobre a obstetra agredida na urgência do Hospital São Francisco Xavier, Pizarro contou que esteve esta quarta-feira de manhã na unidade de saúde para ficar a par das circunstâncias do ato de violência e condená-lo.

"Como é que se pode agredir pessoas que estão a tentar ajudar a melhorar a vida dos outros? O desenvolvimento do plano contra a violência nos hospitais tem corrido de forma continuada, com resultados positivos. Não vamos conseguir resolver e evitar todos os casos porque temos mesmo de ter um sistema de porta aberta. É especialmente lamentável que algumas pessoas, de forma irresponsável e cobarde, aproveitem essa situação de porta aberta para agredir os profissionais", questionou o ministro da Saúde.

Confrontado com o aumento da violência nos hospitais e a falta de ação do Governo, o responsável pela pasta da Saúde diz que nada pode justificar ou diminuir a culpa de alguém que agride um profissional de saúde.

"Os serviços estavam a funcionar em pleno, não havia nenhuma dificuldade no atendimento. Não podemos aceitar nem desculpabilizar coisas como estas, o Governo fará tudo o que está ao seu alcance para garantir a segurança dos profissionais. Estive no hospital, mas a obstetra em causa não estava a trabalhar. Sofreu uma fratura que justificou que ficasse em casa mais alguns dias, só por essa razão não falei individualmente com ela, mas tive a preocupação de ir ao hospital e de tornar clara a minha solidariedade", acrescentou.

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