Equipa da Câmara de Lisboa responsável pela proteção de dados tem cinco pessoas

Luís Feliciano, o coordenador da equipa, alertava em abril para a necessidade de aumentar a equipa.

A equipa responsável pela proteção de dados na Câmara Municipal de Lisboa deveria ter um máximo de 12 pessoas, mas nunca teve mais de cinco, revela o jornal Público.

Num relatório que remonta a abril, e que fazia o balanço do trabalho de três anos, Luís Feliciano, o encarregado que será exonerado por Fernando Medina, alertava que era absolutamente necessário e urgente reforçar os recursos humanos, especialmente com técnicos juristas e especialistas de informática.

O encarregado da proteção de dados da Câmara de Lisboa sublinhava que só o esforço significativo da equipa permitiu alcançar os resultados até ao momento. Mesmo assim, o número limitado de pessoas não permitia abordar os assuntos com a profundidade desejável e necessária.

Luís Feliciano apontava ainda pontos críticos como a morosidade na mudança de comportamentos e a falta de uma estratégia transversal.

O encarregado da Câmara de Lisboa pedia também que a equipa de proteção de dados tivesse um orçamento próprio, que não estivesse dependente de outros serviços.

Luís Feliciano foi exonerado por Fernando Medina, que justificou a decisão com um problema de confiança, depois de concluir que foram enviados às embaixadas dados pessoais ligados a 52 manifestações.

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