"Era muito difícil." Marcelo revela que ouviu PCP e Bloco

Presidente da República vai aguardar o veredito da Assembleia da República.

Enquanto decorre o debate que antecede a votação do Orçamento do Estado para 2022, Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas e já revelou que, caso o documento seja chumbado, vai ouvir os partidos, parceiros sociais e Conselho de Estado.

"Se a Assembleia decidir não dar luz verde ao Orçamento irei ouvir os partidos sobre essa matéria. Só depois disso será possível avançar", revelou.

Para já, o Presidente da República vai aguardar o veredito para, então depois, agir em conformidade. Na terça-feira fez diligências junto do Bloco de Esquerda e do PCP, mas depressa percebeu que seria "muito difícil".

"Fiz as diligências antes do começo do debate só com os dois partidos principais de esquerda que podiam ser a chave da resolução do problema e na altura verifiquei que era muito difícil. Vamos esperar e, depois de se saber a decisão da Assembleia da República, decidirei. O Parlamento só decide quando decidir, temos de esperar. Em democracia as coisas põem-se assim: a Assembleia da República é uma instituição da democracia portuguesa, nela os partidos manifestam as suas posições e qualquer decisão da Assembleia é democrática e o Presidente da República aceita essa decisão", explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre o encontro com Paulo Rangel, candidato à liderança do PSD, Marcelo afirmou que esse assunto não é importante para a vida das pessoas, mas sublinhou que não interfere na vida interna dos partidos.

"Recebo todos e falo com todos, faço isso há seis anos, faz parte da lógica das coisas. Quando há um dos candidatos à liderança do partido que me pede uma visita de cortesia, o Presidente da República aceita a audiência como aceita as mais variadas audiências dos partidos. Vamo-nos concentrar no essencial, senão desfocamo-nos e passamos ao secundário, que não é importante para a vida dos portugueses. Como imaginam, não digo o que se passa nas audiências, mas é fácil entender que o Presidente não se imiscui na vida interna dos partidos", acrescentou o Presidente da República.

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