"Era o que mais faltava" aliança com Chega. Partido no Ministério da Justiça seria um "pesadelo"

Não é a primeira vez que Cotrim de Figueiredo se mostra taxativo quanto à inclusão numa aliança à direita de que o Chega faça parte, e, sobretudo, assuma presença nos ministérios. Desta vez, o líder da IL proferiu um "não" rotundo e falou mesmo de "pesadelo", que se concretizaria com o Chega no Ministério da Justiça.

"I have a dream." No princípio, era o sonho de um ouvinte: uma aliança de direita, com a Iniciativa Liberal a assumir a pasta da Economia, o CDS a assumir o Ministério da Educação e... o Chega na Justiça. Foi quando o sonho se transformou em "pesadelo" para João Cotrim de Figueiredo, que o ouvia. "Era o que mais faltava [o Chega no Ministério da Justiça]", prontificou-se assim o líder político.

João Cotrim de Figueiredo respondeu ao ouvinte, voltando a salientar que o Chega "não é um partido confiável, não é um partido competente". Trabalhando apenas com possibilidades reais, Cotrim de Figueiredo realça que "não é um cenário muito provável" que o partido da direita radical liderado por André Ventura venha a alterar-se e a moderar-se, como não é muito provável que a IL um dia defenda "nacionalizações a torto e a direito".

Por isso, não há hipótese de que haja "uma aliança dessa natureza", em que o Chega tome parte.

Cotrim de Figueiredo também sublinha que a maior parte dos partidos não sabe o que fazer com a percentagem obtida pela IL, mas a IL já manifestou o que fará em relação à votação conquistada pelas restantes forças políticas.

Na mesma linha, o líder da IL responde prontamente a outro ouvinte. Uma aliança com o PSD e Chega com presença ministerial? "Não."

"Não" é a resposta pronta e direta a uma aliança com o PSD e um Chega que exija presença em pastas ministeriais. "Não faremos nem viabilizaremos qualquer solução governativa com o Chega."
LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS DE 2022

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de