Erosão da direita é responsável pela consolidação autárquica do PS

Estudo encomendado pelo PS ao ISCTE dá motivos à esquerda para respirar no campo autárquico: o crescimento socialista "tem ocorrido em detrimento da direita". Fidelidade dos eleitores socialistas também é sublinhada.

É à direita e não à esquerda que o PS tem crescido ao nível autárquico. Esta é uma das principais conclusões preliminares do estudo encomendado pelos socialistas ao ISCTE e que vai servir, esta segunda-feira, de alavanca autárquica na comemoração dos 48 anos do partido.

O estudo chama-se "Inventário crítico das marcas da política local do Partido Socialista - O PS no Poder Local Democrático, nas políticas públicas e no desenvolvimento territorial" e foi desenvolvido pelo académico Raul Lopes, do ISCTE, e defende que "o PS é o principal partido ao nível autárquico em Portugal e o único com verdadeira expressão nacional".

Para cimentar esta conclusão, o documento preliminar a que a TSF teve acesso elenca que o PS foi o partido vencedor em metade das eleições autárquicas realizadas, tendo em contas as percentagens de votos para as câmaras municipais.

E para desfazer dúvidas dos partidos sobre migrações de eleitores, o estudo revela que "a consolidação da implantação política do PS tem ocorrido em detrimento da direita e não da erosão do eleitorado à sua esquerda", notando que o PSD tem vindo a perder municípios há cinco eleições consecutivas.

Por outro lado, o estudo revela também que o Partido Socialista beneficia "de uma elevada fidelidade dos eleitores". "Por cada cinco câmaras municipais que o PS ganha numa determinada eleição, tende a manter pelo menos quatro delas na eleição seguinte", lê-se.

Olhando para o passado, o estudo revela ainda que foi durante as governações socialistas que houve um reforço legislativo no poder local, argumentando que "o PS pode reclamar para si ter sido o partido que mais contribuiu para o reforço das atribuições e competências das autarquias locais, especialmente em 1984, 1999 e 2018".

Estas são conclusões que vão ser apresentadas publicamente esta segunda-feira em Lisboa, no Cineteatro Capitólio, com intervenções do presidente do PS, Carlos César, do presidente da autarquia lisboeta, Fernando Medina, da coordenadora autárquica do PS, Maria da Luz Rosinha, e do secretário-geral socialista, António Costa.

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