Escolha de Ana Mendes Godinho "é uma questão de mérito", diz secretário-geral da UGT

Se há quatro anos a nomeação da ministra "foi uma surpresa", agora é natural, tendo em conta o "destaque que conseguiu dar às questões do mercado de trabalho e de resposta à pandemia".

Ana Mendes Godinho mantém-se como ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social no novo Governo de António Costa, depois de mais de dois anos no cargo. Ouvido pela TSF, o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva considerou a escolha de Ana Mendes Godinho para ministra do Trabalho a decisão mais acertada. O mandato de Ana Mendes Godinho ficou marcado pelos apoios no âmbito da pandemia de Covid-19 e pela discussão com os parceiros da Agenda do Trabalho Digno, mas as alterações à lei laboral aí previstas ficaram pelo caminho com a dissolução da Assembleia da República.

"Para nós foi uma surpresa a sua indicação há quatro anos, mas neste momento não é, é até uma questão de mérito pelo destaque que conseguiu dar às questões do mercado de trabalho e de resposta à pandemia", referiu Carlos Silva.

Para o dirigente sindical, Ana Mendes Godinho destaca-se "pela sua enorme disponibilidade" para o "diálogo social" e para a "negociação" com os parceiros sociais.

Carlos Silva, reafirmou ainda o compromisso em cooperar com os novos ministros na concertação social e destacou o número de mulheres no governo como um aspeto positivo. "É um sinal de igualdade de género e de reforço das mulheres na área governativa", disse.

À TSF, o secretário-geral da UGT, disse esperar que o Governo "vá ao encontro das necessidades dos trabalhadores e dos cidadãos em geral" e que "respeite a maioria absoluta que obteve no parlamento".

António Costa escolheu 17 ministros para o seu Governo e é o primeiro na história com mais mulheres, (nove) do que homens, (oito).

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