Nos Açores "está a fazer-se o que se deve fazer: mais vale pecar por excesso do que por defeito"

Chefe de Estado garante que não há razões para entrar em alarmismos face ao que está a acontecer na ilha de São Jorge.

O Presidente da República afirmou este domingo que os dados conhecidos até agora sobre a crise sísmica na ilha de São Jorge indicam que "não há razões para alarmismo", apelando aos cidadãos para que "acreditem nos especialistas", e assinalou que, neste caso, está a agir-se de modo a "pecar por excesso" e não por defeito.

"Perante o que ouvi até agora, a palavra a dar é de tranquilidade e serenidade. Não há razoes para entrar na situação de alarmismo não justificado até ao presente", disse Marcelo Rebelo de Sousa, na ilha de São Jorge, onde se deslocou este domingo para se inteirar do ponto de situação da crise sísmica que se iniciou em 19 de março.

"Está a fazer-se o que se deve fazer nestas circunstâncias, que é: mais vale pecar por excesso do que por defeito. E pecar por excesso quer dizer acompanhar, medir tudo, estudar tudo e ver os vários cenários que podem colocar-se", e que passam por "não suceder nada", suceder "muito pouco e no espaço marítimo, sem repercussão na vidas das pessoas", ou haver "graus diferentes" de acontecimentos que precisam, cada um, de uma resposta dirigida.

Acompanhado pelo presidente do Governo Regional dos Açores, o chefe de Estado visitou estações de acompanhamento da crise e assistiu a um briefing do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Na ocasião, o Presidente salientou que o fenómeno "tem sido bem explicado", adiantando que a frequência dos sismos continua, mas "os sentidos têm sido menos".

"A reação mais óbvia e natural é as pessoas manterem a serenidade e a tranquilidade, acreditarem nos especialistas que sabem mesmo da matéria e estão a acompanhar" a crise, salientou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Não tive o mínimo dos receios"

Questionado pelos jornalistas no local sobre se teve receio em visitar a ilha, Marcelo explicou que em 1998 esteve no Faial "na altura em que houve realmente um fenómeno intenso, significativo e com expressão sísmica".

"Vim no próprio dia, estive lá, dormi e apanhei ainda as réplicas durante a noite, madrugada e dia seguinte. Viajei de barco para o Pico", conta, antes de recordar um episódio em que, durante um jantar, foi sentida uma réplica.

"Houve quem se atirasse do primeiro andar para o rés do chão e houve quem dormisse no carro porque [as réplicas] eram realmente intensas. Por acaso fiquei, com mais duas ou três pessoas, sentado sem esse tipo de perturbação, portanto não tive o mínimo dos receios quanto a uma vinda cá", assegura.

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