Estado de emergência? PCP pede condições para quem está em teletrabalho

Jerónimo de Sousa quer que o Governo garanta a remuneração a cem por cento dos trabalhadores.

Jerónimo de Sousa pede um imediato reforço no Serviço Nacional de Saúde e medidas de apoio para os trabalhadores com os postos de trabalho suspensos. Depois da audiência com o Presidente da República, o líder comunista lembrou as propostas do Orçamento do Estado para reforço da saúde pública, que ainda não foram colocadas em prática.

O secretário-geral do PCP sublinhou ainda que para evitar a disseminação da Covid-19 é fundamental garantir a proteção dos trabalhadores no local de trabalho.

"Na audiência que há pouco tivemos com o Presidente da República tivemos ocasião de reafirmar aquilo que consideramos fundamental, como garantir uma efetiva proteção sanitária nos locais de trabalho e no transporte de todos aqueles que têm de ir trabalhar todos os dias", afirmou.

Jerónimo de Sousa quer que seja garantida a remuneração total dos trabalhadores, com condições para os que estão em teletrabalho.

O líder dos comunistas disse ainda ter proposto "acelerar o processo de vacinação a toda a população, recorrendo, se necessário, à diversificação da sua aquisição" de forma a não ficar dependente de eventuais problemas com as farmacêuticas que têm acordos com a União Europeia (UE).

"Num momento em que se renovam limitações à atividade, decorrentes de novos confinamentos e da interrupção das atividades letivas, emerge com particular acuidade a mobilização de meios e recursos. Impõe-se o apoio, a proteção social e salvaguarda da remuneração a cem por cento para os trabalhadores, dos direitos daqueles em situação de teletrabalho, incluindo o de assistência à família.

O líder comunista não revelou o sentido de voto. No entanto, note-se que o PCP tem votado, sistematicamente, contra o estado de emergência, pedindo mais medidas de caráter social e económico.

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