Estaleiros navais de Viana: "Uma referência pela negativa, uma selva de precariedade laboral"

Candidato a Belém diz que estaleiros passaram de referência mundial a "exemplo daquilo que não deve acontecer".

João Ferreira dedicou a tarde aos antigos trabalhadores dos estaleiros navais de Viana do Castelo e também a um grupo de trabalhadores da Continental Mabor, em Vila Nova de Famalicão.

O candidato apoiado pelo PCP e pelo Partido Ecologista Os Verdes alerta para a atual situação dos trabalhadores dos estaleiros navais, aquilo a que chama de "selva da precariedade laboral".

Desde que a empresa pública de estaleiros navais fechou que as estruturas de trabalho foram alteradas. Aquilo que era uma referência mundial positiva, passou a uma selva de precariedade laboral, alerta o candidato. "Hoje o que temos é uma referência pela negativa, é uma selva de precariedade laboral, uma permanente rotação de trabalhadores, altamente precários, um exemplo daquilo que não deve acontecer", afirma.

Com este encontro, João Ferreira quis sinalizar o que deve acontecer no futuro, que deve passar sempre pela "valorização do trabalho e dos trabalhadores, da produção nacional e de um setor chave para Portugal, que é o mar", refere. Acrescenta ainda que setores como a construção naval são "absolutamente essenciais", lembrando que os estaleiros navais de Viana, enquanto empresa pública, foram "uma referência durante anos neste domínio".

O candidato quer mais capacidade de intervenção pública em capítulos estratégicos como é o mar. Em Famalicão, à porta de uma multinacional de pneus, o candidato recebeu agradecimentos dos trabalhadores, que se juntaram para dizer que "valeu a pena" o apoio que João Ferreira lhes deu, porque mantiveram os horários e os salários. "Está tudo a trabalhar e a empresa está de boa saúde e com produção no máximo, por isso valeu a pena", conta um dos trabalhadores.

João Ferreira criticou ainda Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato diz que o Presidente da República não soube perceber o conflito que existe na economia entre pequenas e médias empresas e grandes grupos económicos.

João ferreira diz que não houve perceção de uma fronteira que, na economia, divide dois mundos completamente diferentes. Considera que o PR deveria ter escolhido proteger as pequenas e médias empresas.

"Talvez não tenha havido a perceção deste conflito que percorre a economia e que divide dois mundos completamente diferentes. A constituição diz que cabe ao Estado privilegiar as micro, pequenas e médias empresas", afirma, acrescentando que "aquele que jura fazer cumprir a constituição tem de perceber que ela não é neutra e que, em alguns momentos toma partido, e o partido que é preciso tomar neste momento, é por um tecido muito numeroso de micro, pequenas e médias empresas que está em agonia".

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