"Estamos a fazer um esforço imenso para proteger a nossa companhia aérea"

António Costa referiu a importância da TAP na Cimeira Ibero-Americana, em Andorra.

António Costa afirmou que os países da União Europeia têm de assegurar que, após esta crise provocada pela pandemia de Covid-19, têm todos os recursos necessários para fortalecer as relações no espaço ibero-americano e referiu a TAP como de extrema importância, não só para Portugal mas também para o resto da Europa.

"Esses recursos são variados. Em Portugal estamos a fazer um esforço imenso para proteger a nossa companhia aérea, a TAP, que é a grande ponte de interligação entre o Brasil e a Europa. A manutenção da companhia aérea portuguesa é essencial para, depois da crise, podermos ter um crescimento mais forte das relações entre a Ibero-América e a Europa", explicou António Costa, esta terça-feira, durante a Cimeira Ibero-Americana, em Andorra.

O primeiro-ministro referiu-se também a um dos principais momentos da presidência portuguesa do Conselho Europeu no primeiro semestre deste ano.

"Em junho, vamos também concluir a instalação do primeiro cabo de fibra ótica entre a América Latina e a Europa. Será uma ligação em Fortaleza (Brasil) e Sines (em Portugal)", apontou.

Para o António Costa, "esta ligação cabo de fibra ótica entre a Europa e a América Latina é a chave para o desenvolvimento conjunto da economia do futuro - uma economia que será seguramente uma economia baseada no digital".

"É fundamental reforçar a conectividade entre os dois lados do Atlântico", insistiu, antes de citar o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, também presente no fórum, sobre as relações económicas no espaço ibero-americano.

Na perspetiva do líder do executivo português, "há três prioridades muito claras: a conclusão do acordo de amizade com o Chile, o acordo comercial com o México e o avanço das negociações [da União Europeia] e Mercosul".

"Sabemos que este último tema é o mais difícil, mas é também o mais promissor. Um acordo entre a União Europeia e o Mercosul será o maior acordo económico e comercial à escala global", salientou António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, a presidência portuguesa "está a insistir na necessidade de se fechar agora o acordo complementar - que está muito avançado - sobre clima, desflorestação, tendo em vista possibilitar aprovação de um acordo geral pelo Conselho e Parlamento Europeu".

"É difícil, mas o mais difícil também é o mais estimulante", acrescentou António Costa.

Na sua breve intervenção, o líder do executivo português falou também "na prioridade da presidência portuguesa em relação à vacinação contra a Covid-19, não apenas na Europa, mas também nos continentes africano e América Latina".

O Presidente da República e o primeiro-ministro estão em Andorra no primeiro de dois dias da XXVII Cimeira Ibero-Americana, ambos com uma agenda intensa que também inclui um encontro com representantes da comunidade portuguesa neste principado.

Uma comunidade que é a segunda maior estrangeira do principado - composta por cerca de 10 500 pessoas - logo após a espanhola, e que representa aproximadamente 14% da população total do principado. Os portugueses em Andorra são maioritariamente originários do norte de Portugal e dedicam-se principalmente ao comércio, à construção civil e à hotelaria.

Em setembro de 2019, o Presidente da República fez uma visita oficial a Andorra de cerca de 24 horas, tendo sido acolhido nas ruas da capital, Andorra-a-Velha, por cerca de duas centenas de emigrantes portugueses e lusodescendentes.

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