Se for para ir a eleições, "quanto mais cedo, melhor". Portugal "num bom momento de recuperação"

O ministro da Economia acredita que "quanto mais cedo, no início do ano puderem ser [as eleições], melhor", para assim não ser comprometida a recuperação económica "vigorosa" que Portugal está a demonstrar.

Pedro Siza Vieira reagiu esta sexta-feira ao crescimento da economia portuguesa em 4,2% no terceiro trimestre. O ministro da Economia garante que, por esta altura, "Portugal cresce mais do que a média europeia e do que a média da zona euro", sendo o país com o crescimento mais significativo a seguir à França e à Áustria.

O que se verificou neste terceiro trimestre demonstra, de acordo com o governante, que serão cumpridas as metas estabelecidas pelo Executivo.

"Estamos num bom momento de recuperação, a convergir com a média europeia", salientou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, que garantiu que o Governo tudo está a fazer para que a economia não se ressinta deste momento de instabilidade. "Ao longo destes últimos dois anos o mundo e a economia portuguesa foram confrontados com muitas incertezas..."

Siza Vieira assegura que os esforços serão feitos no sentido de garantir que o desemprego continue a decrescer. "O PRR tem metas muito exigentes ao nível dos passos a dar em cada trimestre", admite o governante, que acrescenta: "O Governo tem de mobilizar todos os esforços, independentemente da decisão do Presidente da República."

Questionado sobre a necessidade de serem convocadas eleições, o ministro foi assertivo: "Julgo que sim, julgo que precisamos de eleições o mais rapidamente possível." Pedro Siza Vieira justifica esta posição com a necessidade de superar a incerteza rapidamente. Por isso, sugere mesmo que estas ocorram no início do próximo ano, para mitigar os impactos na economia. "Quanto mais cedo, no início do ano puder ser, melhor." E aponta para meados de janeiro (dia 16 será o mais provável), de forma a não ser comprometida esta "recuperação tão vigorosa".

Pedro Siza Vieira acredita que o PRR não será comprometido, apesar do chumbo do OE para 2022. "Estamos a fazer uma avaliação muito rigorosa do que temos de fazer neste trimestre e no início do próximo trimestre", sustenta.

Ainda a trabalhar com o OE para 2021, na última fase do ano, Siza Vieira inclui a revisão do código da insolvência e da recuperação das empresas - desejando que que a AR pudesse avaliar esta proposta ainda este ano - e os trabalhos por executar para lançar programas neste quarto trimestre, ao nível da descarbonização da indústria e da digitalização como prioridades.

"Quanto mais cedo tivermos eleições, melhor será. Estamos a fazer tudo o que está ao alcance do Governo para assegurar que não haverá prejuízo para a economia nacional, para as empresas, para os portugueses."

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