Expulsão de diplomatas é "zumbido" para Putin. Europa tem de proibir compra de energia à Rússia

No Café Duplo da TSF, Miguel Poiares Maduro defende que só o fim das importações de petróleo e gás pode travar Vladimir Putin. Inês de Medeiros considera que a expulsão de pessoal diplomático mostra uma Europa unida contra o presidente russo.

Depois da ordem de expulsão dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros a dez funcionários da embaixada da Federação Russa, no prazo de duas semanas, Miguel Poiares Maduro e Inês de Medeiros saúdam a decisão de Portugal, em concertação com a Europa. Na opinião dos comentadores do programa da TSF Café Duplo, essa decisão concertada mostra que os países da União Europeia continuam unidos contra a guerra na Ucrânia.

Miguel Poiares Maduro considera que Portugal deve esperar de Moscovo, uma resposta na mesma moeda, mas insiste que o mais importante é proibir as importações europeias de petróleo e gás russos, através das quais, na prática, a Europa continua a financiar a Rússia. É o único caminho, defende Poiares Maduro. Tudo o resto, incluindo a expulsão de diplomatas, é apenas o "zumbido de um mosquito" aos ouvidos de Putin.

Inês de Medeiros sublinha que, se o presidente russo tinha como objetivo "dividir a Europa, por enquanto, não está a conseguir fazê-lo". Pelo contrário, acrescenta a autarca de Almada. "Esta monstruosidade está a reforçar a coesão europeia".

Numa decisão quase inédita, Portugal anunciou a expulsão de pessoal diplomático russo. "Atividades contrárias à segurança nacional" é o argumento do Ministério dos Negócios Estrangeiros para ordenar a saída do país, no prazo de duas semanas, de 10 funcionários da embaixada da Rússia. Nenhum deles é diplomata de carreira.

Após o massacre de Bucha, esta é uma decisão concertada, com vários países europeus a seguirem o mesmo caminho.

Em democracia, Portugal não tem grande historial de expulsão de diplomatas. Numa rápida pesquisa, há um caso que envolve Sá Carneiro, que expulsou quatro funcionários diplomáticos, após saber de uma gravação em que o embaixador da União Soviética criticava a política externa da Aliança Democrática.

Mais recentemente, em 2018, Portugal foi dos poucos países europeus que não ordenou a saída de pessoal diplomático, após o ataque a um antigo espião russo, Sergei Skripal e a filha, no Reino Unido.

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