"Falta de respeito." Ovar acusa Governo de "incongruência" e "desarticulação"

O autarca Salvador Malheiro defende que o texto publicado em Diário da República não corresponde "ao despacho que surgiu ao final da tarde".

O presidente da Câmara de Ovar acusa o Governo de desarticulação na implementação do estado de calamidade no município, sublinhando que a "incongruência" do texto publicado em Diário da República é uma "falta de respeito por quem está a dar o corpo às balas".

Salvador Malheiro defende, em entrevista à TSF, que o texto publicado em Diário da República - assinado pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita - não corresponde "ao despacho que surgiu ao final da tarde".

O autarca explica que "nessa publicação cai a interdição de as empresas poderem continuar a trabalhar", o que resulta num "documento incongruente" que permite, por exemplo, que as indústrias possam "laborar", mas que os camiões de mercadorias e os funcionários vindos de outros municípios não possam entrar nas fábricas.

De qualquer forma, o município pretende "implementar esse plano", lembrando que não basta "acionar um mero botão" para que tudo se resolva.

O presidente da Câmara adianta que tem havido um "um reforço por parte da segurança pública", que "a cerca sanitária está implementada" e que a circulação está a ser reduzida.

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