Falta escrutínio sobre corrupção. Presidente e polícias no topo da confiança, juízes no fim

A grande maioria dos inquiridos da sondagem da Aximage para TSF-JN-DN considera que políticos e altos cargos públicos "não são devidamente fiscalizados" e que a Justiça não tem capacidade para investigar a corrupção.

A sondagem foi feita já depois dos últimos desenvolvimentos da operação Marquês e mostra a desconfiança dos inquiridos, de todos os partidos, sobre a forma como políticos e altos cargos públicos são fiscalizados sobre eventuais casos de corrupção e a capacidade da Justiça para os investigar.

83% consideram não existe escrutínio e outros 62% respondem que faltam meios para a Justiça investigar a eventual corrupção de políticos e altos cargos públicos, apenas 32% acreditam nesse poder de investigação.

Nesta sondagem, quando se pergunta em que instituições confiam para dar combate à corrupção, os inquiridos colocam, no topo da tabela, o Presidente da República (65%) e as forças policiais (58%). Ambos registam os níveis mais elevados de confiança seguidos pelo Governo com 42%.

No extremo oposto, estão os juízes e os tribunais que, com apenas 15% de confiança, apresentam 62% de respostas que indicam pequena ou muito pequena confiança por parte dos inquiridos.

Pelo meio estão o Parlamento (34%), o Ministério Público (31%), a Procuradoria-Geral da República (27%), os meios de comunicação social (27%) e os partidos em geral (21%).

Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF-JN-DN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com o escrutínio e combate da corrupção. O trabalho de campo decorreu entre 22 e 25 de abril de 2021. Foram recolhidas 830 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,40%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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