"Fechar fronteiras é impossível" e não é solução no combate ao coronavírus

A solução para o Presidente da República passa por elaborar um "plano conjunto" que contemple mesmo os cenários mais improváveis, visto que fechar as fronteiras não impediria que todas as pessoas entrassem nos países para onde se deslocam.

Para o Presidente da República, a hipótese de fechar fronteiras devido ao surto do novo coronavírus não é viável. Marcelo Rebelo de Sousa considera que tal nem seria solução, visto que nunca é possível evitar a entrada de todas as pessoas que queiram atravessar os limites fronteiriços.

"Fechar fronteiras é impossível. Se alguns países acham que é possível fechar fronteiras, o que estão a fazer é controlar algumas pessoas nas fronteiras."

O Presidente da República esclareceu, em declarações aos jornalistas, que "as pessoas circulam de tal maneira na Europa" e "que há tantos pontos de passagem por terra que é muito difícil fechar fronteiras".

A solução, diz Marcelo Rebelo de Sousa, só pode passar por "preparar o futuro com um plano conjunto - como agora se está a fazer - que nos prepare mesmo para o que é imprevisível".

Na perspetiva do chefe de Estado, a Europa acordou tarde demais para a realidade do surto, pelo que só recentemente foi possível "pôr de pé uma coordenação"."Estamos todos a ir atrás do prejuízo, a China também está a ir atrás do prejuízo", admite Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República argumenta que "a Europa foi tomada de surpresa", que "ninguém foi avisado" e que "é possível que se tenha conhecido mais cedo na China do que o divulgado".

Marcelo Rebelo de Sousa deixa uma leitura para o futuro: a Europa tem de estar mais unida. "A grande lição para o futuro é que a Europa tem de estar preparada para aquilo que ninguém espera. Se queremos formar uma realidade económica, política e financeira, temos de ser uma realidade mais unida em termos sociais e de saúde."

Quanto à possibilidade de consequências negativas para a economia portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa não deixa de parte esse impacto: "Basta olhar para o que se passa na economia chinesa para perceber que a paragem da produção industrial durante dois, três ou mais meses tem consequências no crescimento chinês e mundial, no comércio entre países e no turismo. Só no fim poderemos medir as consequências de tudo."

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