Medina compromete-se com creches gratuitas para famílias jovens de Lisboa

Recandidato à câmara de Lisboa vê a medida - que promete cumprir até 2025 - como um "poderoso incentivo à natalidade e à fixação de jovens" na cidade.

O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, anunciou esta segunda-feira que quer que as creches em Lisboa sejam gratuitas "para as famílias jovens da classe média" que residam no município.

Na Estufa Fria, onde apresentou a recandidatura à liderança da autarquia sob o lema "Mais Lisboa", Medina comprometeu-se com "a redução progressiva dos valores pagos pelas famílias com creches, tendo em vista assegurar que se tornarão gratuitas até ao final do mandato para as famílias jovens da classes médias que residam em Lisboa", uma medida que defende ser um "poderoso incentivo à natalidade e à fixação de jovens" na cidade.

Durante o seu discurso, Fernando Medina realçou que o país está a ser confrontado com uma quarta vaga da pandemia de Covid-19, prometendo que o município vai continuar a auxiliar os mais necessitados, a economia e o emprego, a promover a testagem em massa, assim como a apoiar a aceleração da vacinação contra a Covid-19.

O recandidato à autarquia da capital afirmou ainda ambicionar uma cidade "com mais habitação para jovens e trabalhadores das classes médias a preços que verdadeiramente possam pagar" e uma área metropolitana "com uma rede eficaz de transporte coletivo pesado amigo do ambiente, reduzindo os grandes movimentos pendulares de automóvel".

"Ao contrário de outros, nós não achamos que os jovens e as classes médias tenham de achar natural ir viver para longe de Lisboa", apontou.

O recandidato e atual presidente da Câmara notou também que, neste mandato, "mais de 1.000 jovens e famílias passaram a ter uma casa a renda acessível", acrescentando que, "nos próximos meses, muitas centenas de fogos estarão em condições de serem atribuídos a novas famílias".

"Rendas acessíveis, creches gratuitas, passe único. Este é o nosso programa e é o nosso compromisso", sintetizou.

Considerando que há quatro anos a Câmara de Lisboa iniciou "uma profunda transformação na mobilidade" da cidade, Medina garantiu que o objetivo é continuar o trabalho feito.

A autarquia vai assegurar e apoiar a concretização pelo Estado "do maior programa de expansão do Metropolitano de Lisboa em décadas, através da linha circular e, mais significativamente, da expansão da linha vermelha de São Sebastião da Pedreira até Alcântara".

Irá, igualmente, assegurar o arranque da obra do metro de superfície (LIOS) para Oeiras e para Loures, bem como "apoiar o Governo no ambicioso programa de aquisição de 60 novas composições para a ferrovia na Área Metropolitana".

Na Carris - a empresa municipal de transporte público coletivo rodoviário - o município prosseguirá "o trabalho de modernização e descarbonização" da empresa, "com a entrada em operação dos 20 novos elétricos e com as novas aquisições de autocarros totalmente elétricos.

Fernando Medina adiantou também que concluirá no próximo mandato, caso seja reeleito presidente da Câmara, a construção da rede ciclável de Lisboa.

"Por último, criaremos um amplo programa de qualificação do espaço público. Um programa que prossiga e amplie a ambição da 'Praça em cada Bairro'", afirmou.

"A cidade que se mobilizou contra a pandemia é a cidade que tem a obrigação moral de se mobilizar contra as mortes causadas pela poluição, para reduzir as incidências de doenças como as cardiovasculares ou diabetes", sustentou.

Em matéria de turismo, o candidato revelou que vai promover com o setor "um pacto para o turismo sustentável e de qualidade".

"Porque temos que saber preservar o nosso destino e evitar que no pós pandemia se intensifiquem as pressões para a massificação e baixa dos preços", argumentou.

A apresentação contou também com a presença do secretário-geral do PS, António Costa, o primeiro a discursar esta tarde, e assinalou, em jeito de recado, que esta não é uma candidatura para o preservar, já que está de "boa saúde". Costa assinalou a necessidade de garantir "habitação acessível" na cidade de Lisboa, mas também a de garantir que esta tem condições, classificando a resposta a esses problemas como "fundamental".

"Temos finalmente recursos que antes não tínhamos", explicou o secretário-geral do PS, lembrando as verbas incluídas no Plano de Recuperação e Resiliência, um investimento que é "para ser financiado pelo Estado mas executado pelos municípios".

A mobilidade é também um dos desafios identificados por António Costa, que defende que Lisboa "fez muito nos últimos anos", o que a levou a ser Capital Verde da Europa no último ano. "O paradigma da mobilidade passa cada vez mais pelo desenvolvimento dos transportes públicos", realçou também António Costa, que elogiou a iniciativa que culminou no atual modelo de passes aplicados à Área Metropolitana de Lisboa. "Fernando, passados sete anos, é com muita satisfação que o PS se revê no teu trabalho", rematou.

Fernando Medina é presidente da Câmara Municipal de Lisboa desde 2015, tendo sucedido a António Costa, atualmente primeiro-ministro.

Em 2017, venceu as eleições autárquicas na capital e o executivo de Lisboa é atualmente composto por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é muita gente), um pelo BE, quatro pelo CDS-PP, dois pelo PSD e dois pela CDU.

Para a corrida à presidência da autarquia foram até agora anunciadas as candidaturas de Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Beatriz Gomes Dias (BE) e Manuela Gonzaga (PAN) e Tiago Matos Gomes (Volt).

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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