Fernando Rosas avisa PS, o "partido da bazuca", que tem que negociar se quer OE2022

Das autárquicas para o Orçamento do Estado para 2022, o fundador do BE deixou claro que "o Bloco de Esquerda não tem interesse nenhum em crises políticas".

O fundador do BE Fernando Rosas apelidou, na segunda-feira, o PS de "partido da bazuca" e acusou o Governo de "tentar manipular a votação das eleições autárquicas", avisando os socialistas que têm que negociar se querem Orçamento do Estado.

Fernando Rosas juntou-se na noite de segunda-feira à campanha autárquica do BE e fez em Braga um discurso onde o alvo principal foi o PS, com críticas e avisos aos socialistas.

"O PS tem feito uma campanha eleitoral em que o Governo tenta manipular a votação das eleições autárquicas insinuando benefícios com os fundos da bazuca europeia para aqueles que se portarem, ou seja, para aqueles que escolherem votar no PS", criticou, apelidando o PS de "partido da bazuca".

Rosas puxou da ironia e disse: "votem no PS porque se votarem no PS nós temos aqui um saco cheio de massa e distribuímos a quem se portar bem e a quem votar em nós".

Das autárquicas para o Orçamento do Estado para 2022, Fernando Rosas deixou claro que "o Bloco de Esquerda não tem interesse nenhum em crises políticas".

"Crise política vem dos maus orçamentos, vem da injustiça social, vem do trabalho precário, vem do abuso contra os direitos de quem trabalha", defendeu.

Considerando que é "claro que é preciso negociar um orçamento", o fundador do BE deixou uma pergunta, à qual imediatamente deu uma resposta.

"Mas, o que é significa negociar um orçamento? É engolir toda a injustiça e todo o abuso que nos queiram meter pela goela abaixo? Não", enfatizou.

O PS, segundo Rosas, "esquecesse muito frequentemente que não tem maioria absoluta".

"E um partido que não tem maioria absoluta, se quer Orçamento do Estado, se quer aprovar políticas, se quer avançar, tem que negociar", avisou.

O fundador do PS questionou ainda se os socialistas "não percebem que foi precisamente por causa disso que não tiveram maioria absoluta".

"Porque o povo quer que eles negociem, que haja equilíbrio, mais justiça, melhor distribuição", afirmou, comprometendo-se a negociar "sem medo, com abertura, com inteligência, mas com a firmeza que ordena o voto" que foi dado ao BE pelos cidadãos.

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