Ferro assinala Dia da Europa com repto aos cidadãos: "está nas nossas mãos"

O presidente do parlamento salientou "inúmeros os êxitos alcançados" através das instituições europeias.

O presidente da Assembleia da República (PAR) apelou esta terça-feira à participação dos cidadãos na futura Conferência sobre o Futuro da Europa, numa mensagem sobre o Dia da Europa (domingo), após 71 anos do processo de construção europeia.

"A Europa está nas nossas mãos. A Europa está nas suas mãos. Cuidemos do seu futuro", declarou Ferro Rodrigues no seu texto, no qual cita um dos 'pais fundadores" da União Europeia (UE), o então ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman: "... a Europa não se fará de uma só vez, nem de acordo com um plano único", mas sim com "realizações concretas que criarão, antes de mais, uma solidariedade de facto".

Relativamente à Conferência sobre o Futuro da Europa, que arranca domingo, o antigo líder socialista manifestou a "convicção de que dela resultará uma Europa mais forte, mais solidária, mais próxima das pessoas e mais interventiva na comunidade internacional".

"O Eurobarómetro 'Futuro da Europa' mostra-nos que três quartos dos europeus consideram que a Conferência sobre o Futuro da Europa terá um impacto positivo na democracia da UE, e que 92% dos europeus exigem que a sua voz, que a voz dos cidadãos, seja mais tida em conta nas decisões relativas ao futuro da Europa", recordou Ferro Rodrigues.

O presidente do parlamento português salientou "inúmeros os êxitos alcançados" através das instituições europeias.

"Dos seis estados iniciais, a UE conta hoje 27 membros. É com pena que já não temos connosco o Reino Unido, mas estou certo de que saberemos construir uma relação com aquele grande país -- uma relação feita de cooperação e proximidade", vincou.

Ferro Rodrigues destacou ainda a importância dos valores e princípios humanistas da Europa, "quando vivemos tempos de ataque aos valores democráticos, aos direitos humanos e ao respeito pelo direito internacional, ao mesmo tempo que assistimos à ascensão de populismos e extremismos, ao recurso às 'fake news' (notícias falsas) e à desinformação, e, mesmo, a restrições às liberdades individuais".

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