Ferro rejeitou: Chega queria suspender trabalhos do Parlamento a 28 de maio

André Ventura justificou o pedido com o primeiro dia do congresso do partido, agendado para o aniversário do golpe de Estado de 1926, que deu início à Ditadura Militar. Ferro Rodrigues lembra que o regimento só prevê essa exceção para grupos parlamentares.

O presidente da Assembleia da República (PAR) levou à reunião da Conferência de Líderes, o pedido de André Ventura, deputado único do Chega, para que os trabalhos do Parlamento fossem suspensos a 28 de maio, com a justificação de que coincidem com o dia de arranque do congresso do partido que lidera.

A TSF sabe que, durante a reunião, Ferro Rodrigues defendeu, diante dos representantes das diferentes bancadas parlamentares, que a pretensão do deputado não deveria ser aceite, já que o regimento da Assembleia da República só prevê a suspensão dos trabalhos no caso de pedido ser efetuado por parte de grupos parlamentares e não de deputados únicos de partido, como é o caso.

Várias fontes ouvidas pela TSF adiantam que nenhum dos líderes parlamentares apresentou qualquer objeção à explicação do PAR, deixando cair por terra a pretensão de André Ventura.

Uma das fontes contactadas ironizou mesmo que "teria graça" Ventura conseguir que "os trabalhos parlamentares fossem suspensos precisamente no dia de aniversário do 28 de maio de 1926", dia do golpe de Estado que resultou na queda da Primeira República Portuguesa e na instauração da Ditadura Militar, dando origem, mais tarde, ao Estado Novo, regime vigente no país até ao 25 de abril de 1974.

O congresso do Chega está marcado para os dias 28, 29 e 30 de maio, no centro de negócios Caves de Coimbra, tendo por base a moção estratégica "Governar Portugal" do presidente reeleito, André Ventura.

O Chega espera reunir perto de 700 pessoas, entre os mais de 500 delegados e membros inerentes, convidados e comunicação social.

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